O que é Ethereum (ETH)? Para que serve?

O que é Ethereum (ETH)? Para que serve?

Com o passar dos anos, o Bitcoin teve uma ascensão e com isso várias criptomoedas foram sendo criadas com a finalidade de diversas utilizações. Nesse ramo, cada criptomoeda tem um projeto e um ideal por trás, dessa forma tendo como finalidade, atender as demandas do mercado.

Esses projetos citados acima, em tese, visa trazer algo inovador para o criptomercado. No entanto, assim como qualquer coisa no mundo, atualmente o mercado de criptomoedas está em alta e quem se destaca é aquele que inova.

Nessa linha de pensamento, cada uma dessas criptomoedas traz consigo uma tecnologia associada a uma empresa que a está promovendo. Tópicos importantes como taxa de transação e agilidade nos processos de operação são considerados no desenvolvimento das mesmas.

O resultado dessas movimentações no mercado de criptomoedas é a variedade de tipos. E nessa disputa, como já dito, quem inova e têm influência sai ganhando. É o caso do projeto do Ethereum, por exemplo.

Atualmente, o Ethereum é reconhecida como a segunda criptomoeda mais influente no mercado, visto que ela tem o segundo maior valor de mercado entre todas as outras criptomoedas que existem.

Pouco tempo atrás, o Ethereum chegou a bater sua máxima histórica acima dos US$2100, no entanto, quando escrito este artigo, conforme informações da Bitstamp, dados a marcam a casa dos US$1986.

O que é Ethereum (ETH)? Para que serve?
Fonte: Tradingview

Em uma comparação com o Bitcoin, a “mãe” de todas as criptomoedas, o Ethereum é a criptomoeda que mais se destaca com seu tipo de projeto. Entretanto, o que será que o justifica todo o sucesso do crescimento do projeto a longo prazo?

Os contratos inteligentes do Ethereum

O Ethereum se tornou uma das bases para o futuro digital, como descreve o próprio site oficial do projeto. Quando falamos do Ethereum, nos referimos também a  toda comunidade que hoje favorece o uso de milhares de aplicativos diferentes que se pode utilizar atualmente, dessa forma não estamos falando apenas de criptomoedas em si.

O crescimento da criptomoedas e da Ethereum acompanham a evolução e as soluções oferecidas pelo mercado digital. Mas, além disso, o fato de ser pioneiro em tecnologia de contratos inteligentes (“smart contracts”) torna este projeto único.

Como solução ao mercado, essa importante tecnologia trouxe inovação nos contratos, reduzindo assim a participação de intermediários de confiança durante a execução desses contratos.

Os contratos em si, são realizados através de um software de computador que pode ajudar as partes envolvidas no contrato a chegarem a um determinado acordo para a execução automática da tarefa.

Desta forma, os custos da transação no contrato podem ser reduzidos e a confiabilidade na transação também pode ser melhorada de forma a aumentá-la. O Ethereum teve como a principal inovação de seu projeto a utilização da tecnologia de contrato inteligente em Blockchain.

Considerando os aspectos anteriores, o objetivo é fazer da rede Ethereum um computador para “todos”, mesmo que por integração pública, não havendo possibilidade de censura, e menos propensa a fraudes.

No entanto, o contrato é executado pelas partes de acordo com alguns critérios pré-determinados, permitindo que as transações sejam realizadas de forma anônima, sem a necessidade de intermédio de alguma autoridade ou da justiça.

O ERC-20, padrão de contabilidade, permite que o Ethereum também suporte diversos tipos de criptomoedas diferentes, cuja sua função tem sido ainda mais utilizada em comparação aos contratos inteligentes.

Dentre todas as 28 mil criptomoedas compatíveis com a rede, 40 delas são as 100 mais valiosas do mundo, incluindo as famosas BNB, USDT, LINK, etc.

Afinal, o que é Ethereum?

Para entender o Ethereum, imagine que seu computador pode usar alguns dos recursos disponíveis para atender empresas e indivíduos em todo o mundo através de uma plataforma online que pode implementar aplicativos descentralizados (dapps) e contratos inteligentes.

Já explicamos duas importantes funções da tecnologia envolvida no Ethereum, e, porque ela se tornou um projeto único e inovador desde que foi criado. No entanto, vale ressaltar que a Ethereum em si, é caracterizada como um sistema Blockchain totalmente descentralizado e open-source (OSS).

Quando dizemos ser open-source (OSS), estamos querendo dizer que ela é aberta para ser utilizada ou modificada pelo público, através de um código aberto que todos poderão ver e utilizar conforme sua necessidade.

Veja também: Dicionário cripto: Entenda os termos e conceitos

O Ethereum acabou criando sua própria criptomoeda, a Ether, representada pela sigla ETH. Foi essa criptomoedas que acabou ficando famosa por ser a segunda com o maior valor de mercado atualmente e que dificilmente alguém vai tirá-la desse posto tão cedo.

O projeto do Ethereum, que é utilizado de forma ainda mais corriqueira pelos usuários como uma plataforma de criptomoedas, acabou ganhando um enorme sucesso com o passar do tempo. Foi definido pela primeira vez em 2013, mas acabou sendo lançado oficialmente só em 2015, após a abertura de uma oferta pública feita em 2014 para arrecadar fundos ao projeto

Se espera com a Ethereum 2.0, algumas mudanças sejam realizadas, como, por exemplo, a troca do sistema Proof of Work para Proof of Stake. Com isso, a ideia seria utilizar menos energia e recursos (equipamentos) para se realizar a mineração de Ethereum.

Vale ressaltar que mais a longo prazo as taxas da Ethereum é algo que vem sendo bastante discutido e está sujeita a mudanças, dado que é um dos pontos que vem incomodando os investidores desse revolucionário projeto.

Importante frisar que o Ether (ETH) é uma criptomoeda, enquanto o Ethereum é uma plataforma. No Ethereum, os usuários podem construir aplicações descentralizadas para diversas finalidades, uma criptomoeda, ICO e até sistemas de votação. Essas aplicações precisam de combustível para funcionar e esse combustível é o Ether.

O que é Ethereum (ETH)? Para que serve?

Mineração de Ether (ETH)

Como já observado, o Ethereum funciona para diversas aplicações de Blockchain, como contratos inteligentes, financiamento coletivo, organização autônoma e outras aplicações descentralizadas. Após essa fase, entra o Ether, com objetivo de financiar a mineração e pagar, por exemplo, os contratos inteligentes.

O processo de mineração ocorre da mesma forma que o Bitcoin, no qual todas as transações e as outras aplicações são registradas no Blockchain. De modo a assegurar que os registros são verdadeiros, os usuários devem minerar os blocos com o clássico mecanismo de prova de trabalho (PoW), pelo qual oferecem seu poder de processamento com a meta de resolver os complicados problemas criptográficos. Dessa maneira, as recompensas para resolução desses problemas são pagas em Ether.

Do ponto de vista operacional, para minerar Ether é necessário escolher e instalar um hardware para configurar o computador de modo que a mineração ocorra em tempo integral. Dessa forma, existem duas opções disponíveis, CPUs e GPUs.

As CPUs (Unidade Central de Processamento), de forma simples, é  o processador comum de qualquer computador. Onde o poder computacional é significativamente menor que um GPU, tornando a mineração por estes dispositivos pouco rentáveis, e não valendo a pena.

Veja também: 5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Já o GPU (Unidade de Processamento Gráfico), demanda a compra de uma placa de vídeo com um preço mais elevado. Este é um hardware de mineração que, mesmo o modelo mais simples, é bem mais potente que uma CPU.

Após escolhido o hardware é preciso escolher o software, configurar seu node (nó), baixar toda a Blockchain da Ethereum, que atualmente gira em torno de 20 GB, e então conectá-lo à rede. Após configurado, o nó será conectado a todos os outros nós e será oficialmente parte da rede, permitindo iniciar a mineração e personalizá-la. O usuário pode implementar contratos inteligentes, envio de transações, criar aplicativos descentralizados, e muito mais.

A mineração do Ether pode ser atrativa para muitos, tendo em vista que a moeda tem um ótimo desempenho e valorização com o tempo, sendo a segunda maior em termos de capitalização de mercado. Portanto, a mineração dessa moeda oferece uma proposta chamativa.

É certo que, se compararmos a rentabilidade de agora com alguns anos atrás, observaremos que antes era muito mais vantajoso, visto haver muito menos mineradores interessados e os problemas matemáticos também eram menos complexos.

Todavia, é possível constatar que há um aumento considerável do número de mineradores ativos na rede da Ethereum, fazendo com que o processo se torne mais difícil e mais caro. Porém, o Ether continua a seguir tendências de alta, constituindo um cenário promissor, especialmente para quem pensa em minerar a longo prazo.

É importante frisar que antes de começar a minerar o Ether, é importante considerar alguns fatores, como a taxa de hash, que é a velocidade que o problema matemático será resolvido, e os custos envolvidos na compra, além dos custos com energia elétrica.

Veja também:Bitcoin a partir de R$ 1, conheça o novo fundo do BTG Pactual

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