bitcoin e as criptomoedas

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Nesta segunda-feira (8), Larry Cermak, que é o diretor de pesquisa do site The Block, publicou em seu Twitter uma lista com diversos motivos que trazem um otimismo sobre o criptomercado.

Os números referente ao bitcoin e as criptomoedas vivem seus melhores momentos referente às criptomoedas. Diversos fatores como o preço, volume de negociação, crescimento do mercado e de investidores, além de uma grande entrada de cada vez mais empresas têm colocado em bitcoin e outras criptomoedas.

Larry Cermak afirmou em seu twitter que “É difícil não ser otimista quando olhamos para o que tem acontecido no mercado de criptomoedas nos últimos meses. As narrativas são importantes, mas os dados sempre contam a história muito melhor”.

Importante destacar que os dados que serão expostos aqui foram colocados por Larry Cermak no dia (8), mas esse artigo está sendo escrito no dia (11), o que pode trazer algumas variações nos dados referente a esse dinâmico mercado do bitcoin e das criptomoedas.

Mas antes de destacar 10 motivos para ficar otimista com o bitcoin que foram colocados por Larry, é importante fazer um retrospecto do cenário do bitcoin nos últimos tempos, e assim, entender como está funcionando a velocidade de crescimento desse mercado.

O bitcoin tem obtido altas nunca antes vistas desde março de 2020

A procura por investimentos cada vez mais rentáveis têm tomado conta de boa parte dos brasileiros, que por sua vez, estão aos poucos abrindo mão da zona de conforto da renda fixa e poupança, para se arriscar um pouco mais em busca de uma maior lucratividade. Foi nesse contexto que investir em bitcoin e criptomoedas tornou-se uma nova opção cada vez mais procurada pelos investidores.

Com o passar dos anos, a queda dos juros no Brasil acabou tornando inviável a ideia de altas lucratividades através da renda fixa, o que fez com que muitos brasileiros migrassem para a renda variável.

Esta, por sua vez, apresenta uma série de segmentos diferentes, mas alguns acabaram ganhando cada vez mais espaço durante a crise causada pela pandemia. Um dos que mais tem se destacado desde então é o das criptomoedas, especialmente quando se trata sobre investir em bitcoin.

Recentemente, no período em que este texto é escrito, o bitcoin acabou de atingir o seu maior valor da história, tanto em dólar quanto em real, e assim, acabou renovando o maior patamar que conseguiu alcançar desde que foi criado no ano de 2009.

Em março de 2020, um bitcoin custava em torno de US$5 mil, que foi o menor valor atingido em meio a crise da Covid-19 que se instaurou pelo mundo, e se tornou em uma grande pandemia, que também fez com que a própria bolsa de valores e outros ativos despencasse, assim como o bitcoin.

Nesse momento, os investidores mais iniciantes andavam conforme a onda de pânico do mercado, vendendo seus ativos como se tudo fosse chegar a 0 e nunca mais fosse voltar ao que era antes, enquanto os investidores mais experientes puderam enxergar oportunidades de compra e investimento.

De lá pra cá, quem decidiu investir em bitcoin no seu valor mais baixo, acabou tendo num intervalo de tempo inferior a 1 ano, uma valorização de mais de 1000%, já que o bitcoin chegou a romper acima da marca dos US$56.700 recentemente.

Considerando-se este mesmo valor, a alta do bitcoin em 2021 é em torno de 95%. Quem decidiu investir em bitcoin durante todo o ano de 2020, dificilmente não alcançou bons lucros. O ano passado trouxe uma valorização ao bitcoin de aproximadamente 300% de janeiro até o final de dezembro.

Muito se usa a bolsa de valores como exemplo de lucros na renda variável, e embora a recuperação do Ibovespa tenha sido extraordinária desde sua maior baixa em março de 2020, ficou longe de trazer os mesmos ganhos que alguém que resolveu investir em bitcoin.

O Ibovespa alcançou uma alta de 3%, considerando o período que compreende o primeiro pregão de janeiro de 2020 até o último, 100 vezes menor do que o que foi alcançado pelo bitcoin.

No dia de hoje (11), o bitcoin já alcançou a marca dos US$56.700, como podemos ver no gráfico a seguir:

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Obviamente que a diversificação é muito importante, e nada impede que se você investe na bolsa de valores, possa começar a investir parte do seu patrimônio em bitcoin ou então o contrário, e alocar parte de seu patrimônio em diferentes ativos pode ser muito interessante.

O momento, no entanto, tem sido extremamente favorável para se investir em bitcoin e em criptomoedas ou que pelo menos você comece a repensar um pouco mais sobre isso e iniciar o seu processo de aprendizado sobre o assunto.

5 motivos para ficar otimista com o mercado de bitcoin e criptomoedas

1) Volume do mercado

O primeiro dos motivos listados por Larry em relação ao seu otimismo com o mercado de volume do mercado à vista bateu recorde histórico no mês de fevereiro, de modo que alcançou a marca de US$1 trilhão.

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Veja também: Como usar a análise gráfica para identificar queda no mercado de ações?

2) Visitas aos sites de exchanges

O segundo motivo colocado por Larry Cermak, foi que o número de visitantes nos sites das 30 maiores exchanges de criptomoedas do mundo atingiu 432 milhões no mês de fevereiro, número correspondente a 20% menos do que o foi alcançado em janeiro de 2018, quando aconteceu o auge de crescimento do bitcoin para a época.

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Além disso, desse total de 432 milhões de visitantes, aproximadamente 56% se referem às buscas dentro das plataformas da Binance e a Coinbase, que são 2 dos grandes destaques de exchanges nesse mercado.

O que Larry quis passar com esses dados, é que diferentemente do ano de 2017 e 2018, em que o bitcoin estava sendo impulsionado por pessoas físicas, dessa vez as empresas e instituições é que têm feito o preço do criptoativo decolar.

Sobre isso Cermak diz que: “Isso só mostra que muito dessa alta está sendo impulsionada pelo capital institucional e não há muito varejo ainda”.

3)Buscas no Google e participações nas redes sociais

O terceiro motivo citado por Larry foi que o volume de pesquisa no Google pelo termo ‘bitcoin’ é menor do que o registrado no ano de 2017. Ele ainda ressalta que, diferentemente do bitcoin, o termo ‘ethereum’ é mais buscado agora do que naquela época.

Desse modo, esses dados acabam reforçando mais uma vez a ideia de que o capital que está entrando é majoritariamente institucional, o que é algo muito positivo para o bitcoin e para sua credibilidade no mercado.

Outro ponto citado pelo pesquisador do The Block é que há uma baixa presença de novos seguidores por semana nos perfis de exchanges (corretoras de bitcoin) no Twitter comparado ao que era visto em 2017, mais um dado que mostra que os investidores de varejo ainda têm baixa participação nesse montante investido, apesar das altas.

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

4)Volumes de negociação de bitcoin e das exchanges

Larry destaca que independente do dia que se analise, pelo menos na grande maioria deles, o volume do bitcoin ainda é cerca de três vezes maior do que o do ethereum. Além disso, é importante lembrar que as exchanges do tipo descentralizadas alcançaram US$73 bilhões em volume no mês de fevereiro, número equivalente a 7% do volume total à vista.

Esse fator acaba sendo muito relevante, já que favorece a liquidez dos mercados de criptoativos, além de mostrar que muitos investidores grandes estão preferindo, no mínimo, colocar uma fatia de seus investimentos em bitcoin.

Para grandes bilionários, uma pequena fatia de seu patrimônio em bitcoin é um volume muito interessante ao criptomercado, de modo que corrobora para o aumento de demanda do ativo e consequentemente o aumento de seu preço, ou seja, sua valorização.

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Até segunda-feira (8) os mercados futuros do bitcoin tinham aproximadamente US$15 bilhões de montante de contratos em aberto. Esse valor acaba sendo 4 vezes maior do que havia sido visto há cerca de 1 ano atrás.

Importante dizer também que o volume de futuros do bitcoin cresceu também nesses últimos dois meses. As negociações futuras agora oscilam em torno de US$2 trilhões por mês, quase o dobro do mercado à vista.

Além disso, sobre opções de bitcoin, o volume de negociação cresceu quase 415% no ano de 2020, o que fez com o valor total passasse de US$1,9 bilhão para US$10,2 bilhões no final do período, uma multiplicação superior a 5 vezes.

Sobre isso, Larry Cermak afirma que “O crescimento foi a tal ponto que agora os grandes vencimentos realmente desempenham um papel na descoberta de preços”.

Vale ressaltar que mesmo com as altas impressionantes do bitcoin nos últimos tempos, ao contrário do que se pensa, os fundos não estão necessariamente vendidos a descoberto em bitcoin.

E isso acontece por um motivo muito simples: O short, como é conhecido esse tipo de operação de venda a descoberto, tem trazido menos lucro em fevereiro do que no mês passado. Desse modo, a exposição dos fundos nesse tipo de posicionamento com o bitcoin acabou diminuindo de forma considerável.

Veja também: Veja o que mudou para declarar bitcoins no imposto de renda 2021

5)Os números do Bitcoin e Ethereum

Larry Cermak levanta alguns dados bastante interessantes sobre bitcoin e ethereum que devem deixar os investidores otimistas com o criptomercado daqui pra frente. Um deles, é que hoje existem aproximadamente 1,1 milhão de endereços ativos diários na rede Bitcoin e cerca de 500 mil na rede Ethereum.

5 motivos para ficar otimista com bitcoin e as criptomoedas

Outra informação relevante dessas criptomoedas é que por dia, são liquidados quase US$10 bilhões em bitcoin, que é um número bastante expressivo. Além disso, esse número no Ethereum chegou a cerca de US$7 bilhões.

Vale ressaltar que os mineradores de bitcoin e ethereum acabaram gerando um montante em torno de US$50 milhões diariamente em receitas, conforme os dados mais recentes das últimas semanas.

Falando um pouco sobre as stablecoins, aproximadamente US$50 bilhões estão investidos nesse tipo de criptomoeda. Ainda em janeiro, foi liquidado cerca de US$380 bilhões, que corresponde a cerca de 30% do que foi liquidado no ano de 2020.

Importante citar que no segmento de finanças descentralizadas, existem aproximadamente US$45 bilhões bloqueados em DeFi, sigla utilizada nesse segmento. Referente a isso, Larry Cermak diz que “Embora o valor total bloqueado não seja uma métrica perfeita, ela nos permite comparar as diferentes categorias de DeFi para ver quais estão alcançando product market fit (satisfação da demanda)”.

Conclusão

Investir em bitcoin deixou de ser algo limitado apenas a pessoas físicas e entusiastas do projeto. Hoje, grandes instituições têm colocado fortunas em bitcoin e outras criptomoedas, e esse assunto tem sido discutido até mesmo pelos que anteriormente eram os maiores críticos dessa ideia.

Apesar dos números exorbitantes que o criptomercado tem alcançado, é importante se pensar a respeito se vale a pena ainda continuar investindo em bitcoin ou se essa fase está perto de chegar ao fim.

Mas as informações trazidas por Lary Cemak em seu Twitter, faz com que possamos que concluir que o bitcoin e o criptomercado ainda tem muito a se desenvolver, de modo que estatisticamente isso acaba sendo embasado por fatos e números concretos diariamente.

Veja também: Bilionário do petróleo investe cerca de US$60 milhões em bitcoins

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