João Vitor

Escrito por

Author

Trabalha como consultor financeiro, é estudante de Engenharia Química pela Unesp e escreve sobre temas relacionados a economia, finanças e investimento.

Dentro da economia e do mercado financeiro, vemos termos bastante utilizados que muitas vezes pode não estar no entendimento da maioria da população no Brasil, ao qual tem educação financeira ainda iniciante.

Aos mais iniciantes nesse meio, alguns conceitos são fundamentais dentro de um entendimento básico para se pensar em investimentos, ou até mesmo entender como funcionam as questões econômicas no país e no mundo. Sendo assim, vamos esclarecer algumas palavras e conceitos mais comuns desse meio.

Muitas das vezes escutamos muitos termos aos quais pelo excesso de ter sido usado, acabamos associando ao seu possível significado, porém, não conseguimos explicá-lo de maneira efetiva.

Entender de forma correta os termos, faz com que possamos entrar mais facilmente dentro dos investimentos, sejam eles de renda fixa ou renda variável, mas acima disso, conhecê-los pode proporcionar uma nova visão que nos geram grandes oportunidades de vida.

Primeiramente, vamos começar pelos termos um pouco mais simples e que estão entre os mais utilizados, vamos citar 4 dos termos essenciais para entender todos os demais:

Renda ativa e renda passiva

Quando trabalhamos e exercemos nossa força de trabalho em prol de um salário, seja ele de forma autônoma ou até mesmo contratado por alguém, essa renda que estamos recebendo é o que chamamos de renda ativa. Nessa fornecemos o que temos para oferecer em prol de gerar capital, de acordo com características e aptidões de cada pessoa.

Já a renda passiva é quando obtemos uma renda gerada pelo nosso próprio capital ou patrimônio, ou seja, a valorização e rentabilidade vinda sem necessariamente precisar trabalhar para se ter ganhos. No mundo dos investimentos, buscar uma renda passiva é um dos principais objetivos dos investidores, sejam eles de perfil mais conservador ou mais aberto a riscos.

Perfil de investidor

Esse termo nos sugere as características em relação ao o que o investidor pensa e também como enxerga seus próprios objetivos quando vai investir. Isso significa que cada indivíduo que pretende investir, terá seu próprio planejamento e visão a respeito do que ele quer e está disposto a se expor.

Os ativos que cada pessoa vai escolher para investir, vai estar na maioria das vezes associado ao seu perfil de investidor. Isso significa que escolher ativos de maior risco, significa um perfil de investidor mais tolerante a riscos.

Dentro desse perfil, temos o conservador,  moderado e o agressivo, em ordem crescente de tolerância a riscos nos investimentos. Obviamente o perfil de investidor não está ligado apenas a riscos, mas também seus objetivos, conhecimento, idade e até mesmo sua condição financeira.

Carteira de ativos

Uma carteira de ativos está relacionada ao conjunto de todas as aplicações e investimentos que um investidor faz, ou seja, todos os ativos financeiros em que o indivíduo aplicou seu dinheiro.

Além disso, a aquisição de diferentes ativos pode ser pensada de acordo com uma quantidade específica, na qual cada um deles terá uma porcentagem dentro da carteira e terá um papel diferenciado em relação ao que se pretende, seja em busca de mais renda ou proteção do patrimônio.

Leia também:

Como fazer diversificação de investimentos

Ativos e passivos

Já que citamos a carteira de ativos, precisamos também falar um pouco mais do que são esses ativos. Os ativos tem como conceito qualquer bem que um indivíduo possa ter, ao qual a ele seja associado um determinado valor. Ações, imóveis, aplicações em projetos e afins, são exemplos de ativos.

Passivo é tudo aquilo que se possa comprar ou colocar dinheiro, mas que representa um gasto associado ao indivíduo que o adquire e não um bem. Alguns exemplos de passivos, que podem ser associados a diferentes tipos, temos por exemplo: Imposto, aluguel, contas, compra de celular, veículos, etc.

Após descrevermos esses termos e introduzir a você que está no início do mundo dos investimentos, vamos introduzir alguns conceitos bastante abordados a quem já está inserido nesse meio e que influencia o dia-a-dia da economia do país e da população.

Opções binárias

As opções binárias são tipos de ativos aos quais há apenas duas possibilidades do investidor se expor, a de compra e a de venda, aos quais os preços do ativo vão se valorizar ou apresentar queda.

Nessa lógica, busca-se comprar pelo menor preço possível e vender pelo maior preço dentro da variação de preço do ativo em um determinado período em que se considera, e assim, obter determinado lucro nessas operações, que geralmente são de curtíssimo prazo.

Taxa Selic

Esse termo bastante comentado nos noticiários e sites relacionados a economia, não por acaso, é um dos conceitos mais importantes dentro da economia do país. Trata-se da taxa básica de juros do Brasil, aos quais por meio desse índice, todos os demais juros da economia estão influenciados por ele.

A taxa Selic acaba influenciando a maioria das questões ligadas a economia do país, seja na questão da inflação, no impacto do consumo, na possibilidade de crédito e até mesmo qual investimento se expor no momento.

Ibovespa

É o principal índice que mede o desempenho geral das ações negociadas dentro da bolsa de valores brasileira. Sendo assim, quando você ouve que ocorreu alta no índice Ibovespa, significa que na média, as ações da bolsa tiveram crescimento naquele momento.

CVM

É uma sigla que representa a Comissão de Valores Mobiliários. Esta, por sua vez, é a instituição que vai fiscalizar o mercado de capitais dentro do Brasil. Sendo assim, tem grande papel, por exemplo, na autorização do funcionamento das corretoras dentro do país.

Alavancagem

É uma técnica dentro do mercado financeiro utilizada por investidores, na qual utiliza-se crédito de terceiros, ou seja, você usa mais dinheiro para comprar ativos do que o que você realmente possui, semelhante a um empréstimo.

Isso ocorre muito em corretoras, onde os investidores comprar ativos com valor superior ao que ele tem e assim depois de talvez obter um lucro, nesse caso maior do que ele conseguiria com seu próprio capital, então esse crédito é devolvido a que ofereceu este.

Cota

É uma parte, ou melhor, uma fração de determinado ativo ou fundos de ativos. Uma cota ou muitas vezes um conjunto específico de cotas, apresentam um valor padrão para entender o desempenho da flutuação de preço dos ativos naquele momento e representam uma quantidade ideal a se considerar de um fundo, para se ter uma referência de como quantificar o mesmo.

Commodity

São produtos na qual ocorre larga escala de produção, e apresentam função de matéria-prima, ao qual pode-se estocar sem que se perca a qualidade do mesmo. As variações do preço das commodities estão relacionadas às leis do mercado voltadas principalmente a oferta e a demanda do produto.

Benchmark

É um índice de referência para medir o desempenho de determinado ativo, fundo ou aplicação. Sendo assim, se refere a um parâmetro de comparação de como determinada estratégia de mercado está evoluindo ou até mesmo para avaliar uma carteira de investimentos.

Esses índices podem ser tanto em relação a ativos de renda fixa, como também de renda variável e temos alguns exemplos comuns como: índice Ibovespa, IPCA, taxa Selic, CDI, dentre outros.

CDI e CDB

Além de um exemplo de Benchmark, o CDI é uma sigla que significa Certificado de Depósito Interbancário, refere-se a uma taxa que pode ser determinante nas relações que dizem respeito aos rendimentos por ano de alguns investimentos.

Basicamente, o CDI é uma taxa importante para determinar o quanto de juros os bancos estão ganhando por emprestar dinheiro a outros bancos. Manter uma taxa de juros padrão de empréstimo a todos os bancos para um mesmo momento, foi a forma que se encontrou de resolver possíveis problemas relacionados a liquidez dos bancos, já que todos eles necessitam fechar o dia com pelo menos mais dinheiro tendo entrado do que saído.

O CDB, que é o Certificado de Depósito Bancário, é bastante semelhante ao conceito de CDI, porém nesse caso, representa os juros em relação a bancos e pessoas físicas, e não mais entre bancos. Ele vai determinar o juro básico para quando um banco empresta dinheiro de uma pessoa.

A taxa do CDB vai se utilizar do CDI como referência, sendo assim, acabam sendo diferentes em certa escala em seus valores, mas são valores relativamente próximos e que acabam variando de forma quase proporcional.

O CDI é um indexador de investimento, ou seja, referência para correção de preços de ativos, enquanto o CDB já é considerado um investimento por si só.

IPCA e IGPM

IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que basicamente serve de base para medir a inflação no país, que por sua vez compara as variações de preço em relação ao consumidor final, sendo relacionado a situação de poder de compra de produtos em determinados períodos de base pela população. É um índice medido pelo IBGE.

O IGPM, também é um índice medidor da inflação, porém feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) dentro do período de um mês. A sigla tem como significado Índice Geral de Preços de Mercado e leva em consideração os preços de setores como vestuário, alimentação e transporte.

Conclusão

Esses e outros termos são muito utilizados dentro do mercado financeiro e têm influência no setor econômico como um todo. Sendo assim, entender esses conceitos faz com que se tenha informação do funcionamento da economia e de eventuais mudanças no cenário do país.

Além disso, ter mais informações a respeito disso pode aumentar o seu portfólio de possibilidades e proporcionar melhores resultados em suas decisões financeiras, principalmente se você é um investidor iniciante e ainda não tem grande experiência nessa área. Para os investidores com mais tempo de experiência, a origem desses termos serve para facilitar a comunicação dentro do mundo dos negócios e melhorar a construção de estratégias em função do funcionamento do mercado como um todo, que passa por constantes atualizações.

Write A Comment