Investimentos com criptomoedas no Brasil: Avanço é de quase 1.000% no ano

Investimentos com criptomoedas no Brasil: Avanço é de quase 1.000% no ano

O número de investidores em criptomoedas no Brasil aumentou em quase mais de 1.000% somente em 2021. Com uma alta de 938%, uma pesquisa da Hashdex aponta que a chegada de ETFs de criptos na Bolsa de Valores também despertaram o interesse dos investidores institucionais.

Se em 2020 a modalidade alcançou 30 mil investidores somente em fundos e ETFs, neste ano o número subiu para mais de 325 mil investidores. A alta recente do Bitcoin e que puxou outras criptomoedas como a Ethereum, acaba trazendo confiança e atraindo novos investidores ao mercado.

Investimento em Bitcoin e criptomoedas já está no pódio dos brasileiros

Cerca de 27,78% dos brasileiros que aplicam em alguma plataforma (como corretoras), afirmaram neste ano que possuem algum ou alguns tipos criptomoedas em suas carteiras. O segmento de ativos digitais só perde para aplicações em ações (72%) e em títulos de renda fixa, como CDBs (40%).

As criptomoedas já estão na frente de vários investimentos tradicionais, como títulos do tesouro direto (18,92%), commodities (18,06%), moedas estrangeiras (13,9%) e poupança com (1,74%).

Os dados foram divulgados para a plataforma Valor Investe. O objetivo está em “mapear” onde os investidores estão se posicionando, entendendo as diferenças e possibilidades de investimento para o futuro.

Mesmo os que não tem um capital robusto, estão apostando com força nas criptomoedas

A principal conclusão do estudo é que mesmo as pessoas que não dispõem de um amplo capital financeiro, estão preferindo apostar em criptomoedas. Não necessariamente este é o terceiro tipo de investimento em volume, mas é comprovado que sim em número de pessoas.

A pesquisa também mostrou que o apego pelas criptomoedas é maior entre as pessoas que não acreditam na economia do país. Neste grupo, a idade predominante é de 30 até 39 anos, sendo que a preferência é por investimentos em criptoativos, câmbio e títulos privados.

Já os otimistas em relação à economia, estão na média dos 50 a 59 anos, estando entre o maior grupo de pessoas que pretendem investir em ações. Neste momento, ao contrário das criptomoedas, a Bolsa de Valores está em queda.

Jovens têm maior conhecimento no segmento de criptoativos

De acordo com a pesquisa, pessoas com até 29 anos tem um maior conhecimento em criptoativos, também sendo o público que está mais propenso a tolerar os riscos nesse tipo de investimento.

Bitcoin e criptoativos estão mais no radar de investidores que se expõem em alto risco, além de pessoas que têm algum tipo de curso superior ou formação em finanças. E para a maior parte destes investidores, o BTC é o ativo com maior influência em todo o criptomercado.

Como forma de mostrar todo esse conhecimento em criptomoedas, aqueles que participaram da pesquisa preferiram identificar os ativos digitais por siglas, como BTC, ETH, ADA e XRP. 24,1% preferiram identificar apenas Bitcoin e Ethereum.

Outro detalhe interessante é que pelo menos 20% dos entrevistados que admitiram investir em Bitcoin tem o perfil conservador, o que mostra que investir em criptos requer estudo.

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