Indústria alerta para uma profunda falta de insumos

Indústria alerta para uma profunda falta de insumos

Com a falta de produção durante a pandemia, vivemos um cenário econômico que se assemelha muito ao que acontece em países extremamente endividados, como Argentina e Venezuela. A situação que acontece no país é uma profunda falta de insumos, já sinalizada pela indústria.

O problema começou com a pandemia. As medidas de restrição para conter a COVID-19 no país interromperam em diversos momentos a produção de insumos vitais para a indústria, como aço, resinas de plástico, vidros e painéis de madeira. Gradualmente a economia se engatinha para voltar a andar, porém, com a crise no Governo de Joe Biden, teremos de ficar atentos.

Muitas empresas ficaram sem insumos ao longo de 2020 e 2021, sendo assim tiveram que interromper ou ficaram muito comprometidas em relação à produção dos serviços. Entre os principais motivos, está a própria pandemia que fez com que muitas empresas fechassem as portas e a alta do dólar que prejudicou a situação financeira.

Dólar alto só dificulta as coisas

Muitas das matérias-primas que a Indústria recebe de outros países estão precificadas em dólar e com a desvalorização da moeda nacional em relação ao dólar, esses insumos acabam ficando ainda mais caros e em escassez.

O problema da falta de matérias-primas começou a ser relatado com maior frequência no último trimestre de 2020. A redução dos produtos começa a ser notada, seguida da alta no preço. Como o mundo mudou muito depois da pandemia, é difícil que os preços do início de 2020 voltem.

Inflação já chegou ao bolso dos consumidores

Não há como negar que a diferença de preços já chegou ao bolso dos consumidores. O IGP, índice que mede a porcentagem da inflação, aponta que tivemos uma alta acumulada de 31% nos últimos 12 meses.

A escassez dos produtos e os preços mais salgados estão sendo notados em diversos setores da Indústria, tanto em microempresas como em empresas maiores e até em multinacionais. Separamos detalhes com os principais segmentos da indústria nacional. Veja:

Móveis: As fabricantes de móveis e ferragens afirmam que estão tendo falta de vários produtos, como ferragens, MDF, painéis de madeira, aço e espumas. Conforme a Abimovel, mesmo os empresários que estão recebendo os produtos, relatam estarem com dificuldades na produção.

Construção: Segundo a Câmara Brasileira de Indústria e Construção (Cbic), 84% delas responderam que está havendo desabastecimento de seus produtos em várias regiões onde atuam. Agora também são muito mais comuns os atrasos, relatados por quase 90% dos empresários.

Embalagens: A falta de papel e papelão também foi confirmada pela Fiesp. Durante a pandemia, as pessoas pararam de comprar vários produtos que antes eram embalados. Houve um deslocamento permanente na curva e na demanda por embalagens, algo que antes não era notado e sentido.

A previsão também não é das mais otimistas até o final do ano. A cotação do dólar não ficará abaixo de R $5 pelo que apontam as estatísticas, além de que a taxa de desemprego no país segue muito acima de 10%.

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