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IBGE divulga inflação de agosto de 2020 que fica em 0,24%, sendo a maior para esse mês desde o ano de 2016, onde o IPCA ficou em 0,44%. O IPCA, que é o indicador oficial da inflação no Brasil. Em 2019, o mês de agosto apontava 0,11% para esse índice.

Embora esse índice tenha caído de julho para agosto (anteriormente a 0,36%), chamou a atenção pelo seu histórico dos anos anteriores para o mesmo mês. 

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Apontou-se ainda, um crescimento de 2,44% em relação a 2019 na mesma data, ou seja, os últimos 12 meses, porém abaixo do piso colocado pelo governo de 2,5% para esse período. Ainda considerando o ano todo de 2020 a alta foi de 0,70%.

O custo do preço da gasolina, etanol e diesel tiveram bastante interferência nesses resultados. Essa alta nos combustíveis interferiu na questão da distribuição de produtos e de transportes, assumindo uma parcela na crescente dos demais produtos e serviços. 

O que tem sido mais perceptível para a população, principalmente para população de menor renda é a grande alta no preço dos alimentos e itens essenciais, como arroz e óleo de soja. 

O alimento destaque no ramo alimentício do mês foi o tomate, com quase 13% de aumento, seguido do óleo de soja com quase 9,5%, mas diversos outros alimentos básicos como leite, arroz, frutas e carnes tiveram acréscimos visíveis nos mercados. O que se espera segundos projeções, é que os preços fiquem altos até o final do ano.

inflação

Por que a inflação está subindo?

A combinação de fatores como a alta do dólar e a consequente maior exportação de produtos em detrimento ao incentivo de consumo vindo do auxílio emergencial oferecido a milhões de brasileiros pelo governo federal pode ter sido um dos principais expoentes dos resultados atuais. 

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Em resumo, a oferta interna teve uma queda e o consumo uma alta, resultando no aumento dos preços de produtos e serviços. 

Embora esses sejam os principais fatores para explicar a alta de preços, temos um elemento a se juntar nesse meio, entre eles, a aumenta de demanda por alimentos da China. O país que conta com aproximadamente 18% da população mundial, aumentou sua demanda por alimentos, reforçando os estoques de segurança alimentar nos últimos tempos.

Diversos outros setores tiveram aumento de preços, como habitação, comunicação, saúde e energia elétrica, em contrapartida, houve uma deflação no setor de educação, despesas pessoais e vestuário. 

Essas deflações tiveram como base as mudanças na demanda desses serviços e a mudança de hábitos da sociedade durante a pandemia. Despesas pessoais e vestuário, nesse contexto, passaram a ter menor prioridade de compra de boa parte da população, levando capital maior a outros serviços. 

Quanto a questão educacional, as renegociações dos preços de escolas, sejam eles de educação regular, cursos profissionalizantes ou de graduação durante as paralisações de aulas presenciais fundamentaram essa queda de preço médio.

A moeda brasileira segue enfraquecida no cenário internacional, facilitando a exportação para ainda mais países, principalmente a China. Desde janeiro de 2020, o Real vem sofrendo contra o Dólar, sendo este enfraquecimento uma consequência de taxa de juros na mínima histórica.

Isso faz o investidor estrangeiro ir embora do país, porque o risco não compensa um investimento com uma taxa de juros tão baixa.

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