Indicado de Bolsonaro assume presidência da Petrobras

Indicado de Bolsonaro assume presidência da Petrobras

Em uma reunião realizada nesta sexta-feira (16), o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a indicação do general Joaquim Silva e Luna ao cargo de presidente da companhia.

O até então presidente da Petrobras, Castello Branco foi demitido no dia 19 de fevereiro, após ser alvo de severas críticas de Bolsonaro no início do ano. Dentre os conflitos entre ambos, o motivo principal da demissão foi em relação ao desapontamento dos  caminhoneiros com o preço dos combustíveis, repercutindo em uma possível greve.

Veja também: O que fez o preço dos combustíveis subir tanto? Entenda!

Vale lembrar que essa classe é uma importante base eleitoral do presidente da República.

O general Joaquim Silva e Luna, já havia sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Roberto Castelo Branco no comando da estatal. Com o novo presidente é aberta uma nova fase, com possibilidade de uma maior interferência do governo.

Apesar disso, o presidente Jair Bolsonaro já disse que ‘não interferirá, mas que pode mudar futuramente a política de preços da Petrobras.

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Além da nomeação de Silva e Luna, a reunião desta sexta-feira também nomeou os diretores das principais áreas da companhia. Sendo eles:

  • Rodrigo Araujo Alves para o cargo de Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores;

  • Cláudio Rogério Linassi Mastella para o cargo de Diretor Executivo de Comercialização e Logística;

  • Fernando Assumpção Borges para o cargo de Diretor Executivo de Exploração e Produção;

  • João Henrique Rittershaussen para o cargo de Diretor Executivo de Desenvolvimento da Produção;

  • Nicolás Simone como Diretor Executivo de Transformação Digital e Inovação; (reconduzido ao cargo)

  • Roberto Furian Ardenghy como Diretor Executivo de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade (reconduzido ao cargo);

  • Rodrigo Costa Lima e Silva como Diretor Executivo de Refino e Gás Natural (reconduzido ao cargo).

Em relação à escolha dos diretores, o novo presidente da empresa afirma que a sua intenção foi valorizar as “pratas da casa, sem que houvesse indicações políticas”.

Um pouco da história de Joaquim Silva e Luna

Joaquim Silva e Luna é natural de Barreiros (PE), nascido em 29 de dezembro de 1949,  com 71 anos. Antes de assumir a presidência da Petrobras, atuou como presidente da usina binacional de Itaipu, cargo que ocupava desde 2019.

Além disso, Silva e Luna foi o primeiro militar a comandar o ministério da Defesa, durante o governo Michel Temer, assumindo o cargo em fevereiro de 2018 e ficando até o fim do mandato do ex-presidente.

Apesar de o general não possuir em seu currículo, experiência ou formação na área, sua  experiência no comando de Itaipu teria sido levada em conta na escolha de Bolsonaro. Que o considera como um homem “moderado”, “discreto” e que não se envolve em questões políticas.

Mercado financeiro não fica contente com a indicação

Apesar da indicação de Silva e Luna, fortalecer a base política no comando da estatal, a notícia não foi muito bem recebida pelo mercado financeiro, que apesar da frustração com a saída de Roberto Castello Branco nutria alguma expectativa de que houvesse algum executivo experiente para substituir o ex-CEO.

Na opinião de diversos analistas e economistas, a justificativa do presidente Bolsonaro em relação ao último cargo de Luna, à frente da usina hidrelétrica de Itaipu, está em níveis muito distintos das habilidades de gerir a maior petrolífera do Brasil.

Entre as decisões mais aguardadas, está a forma como o novo CEO lidará com os preços dos combustíveis. Com as últimas declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre os preços do gás natural cresceu no mercado a aposta de que Luna pode, sim, alterar a política de preços da estatal.

Em suma, o mercado entende que, com todas as mudanças que vêm sendo feitas recentemente, o presidente não teria trocado o comando da Petrobras e realizado diversas críticas à gestão de Castello Brando e a política de preços da empresa, para que, no futuro,  deixasse a estratégia da petroleira intacta.

Veja também: Por que a Petrobras não tem concorrência na produção de combustíveis?

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