Dívida pública no Brasil atinge o maior patamar de sua história. Veja os valores.

A dívida pública brasileira atingiu o maior patamar de sua história no ano de 2020, segundo consta os dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta última quarta-feira (27). O valor da dívida ao final de 2020 ultrapassou pouco mais de R$5 trilhões pela primeira vez.

Os dados apontam uma alta durante todo o ano na dívida em 17,9%, frente ao valor de R$4,28 trilhões que havia sido registrado durante o ano de 2019 para a Dívida Pública Federal, representada também pela sigla DPF.

Nessa dívida está incluído o total das dívidas internas e externas do Brasil, o que resulta no valor visto da Dívida Pública, que nesse ano que se passou, acabou atingindo um patamar nunca antes visto no país.

A emissão de papéis dessa Dívida Pública Federal (DPF) também foi a maior da série histórica, atingindo no mês de dezembro a faixa dos R$198,56 milhões. A emissão de títulos públicos, por sua vez, deve ficar por volta dos R$800 milhões, embora os dados oficiais nesse quesito só sejam divulgados durante esta quinta-feira (28).

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Apesar desse número exorbitante da dívida em R$5 trilhões, menos de 5% dela seria sobre a dívida externa, o equivalente a R$243,5 bilhões, enquanto o restante acaba sendo representado pela grande fatia de dívida interna que o Brasil possui.

Sobre essa dívida interna, ela está distribuída em 3 principais perfis, que são as instituições financeiras, a previdência e também fundos de investimento. Em primeiro lugar as instituições financeiras levam 29,6% dessa dívida interna. Em segundo, temos os fundos de investimento, com 26%. Depois disso vem a previdência, que ocupa uma parcela de 22,6%.

Através do gráfico a seguir, é possível perceber um avanço considerável da Dívida Pública Federal (DPF) com o passar dos anos, mas que em 2020 acabou crescendo de forma ainda mais intensa. O gráfico é do site do G1 e foi formulado de acordo com os dados do Tesouro Nacional.

dívida pública federal

O que levou a esse crescimento tão grande da Dívida Pública Federal em 2020?

Sem dúvida o ano de 2020 acabou sendo muito atípico em relação à economia e em relação às decisões que o governo tomava com relação aos gastos públicos. E isso se deu principalmente por conta da pandemia da Covid-19, que mesmo após quase 10 meses no Brasil, acabou não sendo contida até o momento, mas com a perspectiva do início do plano de vacinação.

Sobre isso, o Tesouro Nacional disse que “Neste contexto, o Tesouro atuou de forma a garantir os recursos necessários para o pagamento das despesas extraordinárias, respeitando as condições de mercado e utilizando disponibilidades de caixa acumuladas nos últimos anos”.

Vimos que as emissões de papéis da Dívida Pública Federal (DPF) foi a maior já vista, o que confirma a ideia de que o Tesouro Nacional sentiu a necessidade de empréstimos maiores de recursos do mercado para conseguir suportar os grandes gastos gerados em 2020, principalmente em tempos de crise na saúde pública e também econômica.

É possível perceber também que boa parte da dívida é interna, e frente a esse fato, o Tesouro Nacional observa que “O cenário doméstico de expectativas de inflação ancoradas, permitindo a manutenção da taxa Selic no menor nível histórico favorece a dinâmica decrescente dos indicadores de custo da dívida, que atingiram os menores valores da série histórica ao longo de 2020”.

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