Como ter controle emocional financeiro?

Como ter um bom controle emocional na hora de investir?

Em primeiro lugar, é importante saber que em um mundo de pensamentos e comportamentos caóticos, suas aptidões pessoais serão mais relevantes que suas capacidades técnicas, e é a partir dessa reflexão que levantamos o questionamento: como ter controle emocional financeiro?

A princípio o ideal é deixar de fixar seu pensamento em números concretos, ou seja, vire a chave e comece a observar como você pensa sobre o dinheiro. Afinal, todo o planejamento financeiro pessoal difere de uma pessoa para a outra, e o que eles têm em comum é: todas elas são direcionadas pelo comportamento pessoal.

Nesse sentido, a maneira de se utilizar o dinheiro é resultado de suas experiências. Sob isso Morgan Housel disse: “O sucesso financeiro não é uma ciência difícil. É uma habilidade suave, em que a forma como você se comporta é mais importante do que o que você sabe.”, ele chamou essa habilidade de psicologia do dinheiro.

Tenha o tempo a seu favor

Desde já, posicione o famoso tempo como um item de altíssimo valor dentro do seu propósito de construção de riquezas. Em outras palavras, a melhor forma de desenvolver seu perfil como investidor, é aumentar o seu horizonte de tempo.

Mas o que seria isso? Então, o tempo é quem auxilia na construção de riquezas para que ao longo dos anos venham os bons resultados, isso devido ao poder dos juros compostos, ou seja, “juros sobre juros”.

Contudo, existem pessoas que começam a investir bem jovens, mas se esse não é o seu caso, não se preocupe, comece agora. Afinal, utilizar o tempo ao seu favor é sua melhor tática, e quanto mais tempo seu dinheiro estiver no mercado, mais ele irá render.

Por isso, não se preocupe em tentar começar com uma quantia exorbitante, por mais incrível que possa parecer, um investimento de base inicial pequena trará resultados satisfatórios a longo prazo.

Veja também: Por que educação financeira deveria ser ensinada nas escolas?

Tenha equilíbrio, controle e seja razoável

De antemão, tenha foco em cuidar de forma razoável do seu dinheiro ao invés de tentar ser racional. Isso é, como seres humanos nascemos cheios de emoções que eventualmente mais cedo ou mais tarde irão influenciar na forma como sentimos e gerenciamos nosso dinheiro.

Desse modo, não tenha um posicionamento extremista diante das suas tomadas de decisões financeiras, busque o equilíbrio e seja razoável. Contudo, a zona do razoável se torna mais realista e tem mais oportunidades de se cumprir ao longo prazo, que afinal é o que trará um resultado positivo ao administrador.

Portanto, por melhor das boas intenções que tenha seu planejamento, não se esqueça de manter o combinado consigo, suas emoções oscilam e seus comportamentos podem ser alterados por movimentos externos. Logo, busque sempre respeitar o seu gerenciamento enquanto respira fundo.

Lembre-se: não existe almoço grátis

Primeiramente, o mundo está disposto a cobrar por tudo que se possa imaginar, mesmo que esse valor não esteja claramente explícito. Ou seja, nada é de graça e quanto mais rápido aprendemos isso, maiores são as chances de manter um equilíbrio emocional e utilizar esse fato a seu favor.

Ainda assim, a questão é que muitas vezes o preço de um ativo não explica todos os fatores escondidos. Em suma, é preciso fazer uma análise criteriosa sobre as “barganhas” de mercado. Às vezes, o que parece estar “barato” vai cair muito. Por isso é importante uma avaliação fria e sem emoções para se concluir sobre isso.

Nesse sentido, a dica é que você faça uma boa análise fundamentalista e descubra o preço justo a se pagar por tal ativo em relação ao que o mercado está negociando. Pois, essa é a única forma de enfrentar apropriadamente a instabilidade e a incerteza do curto prazo.

Controle de risco é essencial

À primeira vista, saiba que sorte e controle de risco andam juntos. Ao falar em finanças pessoais acabamos focando apenas nos resultados do indivíduo e deixamos de lado a importância que o controle de risco teve sobre esses resultados.

Muitas vezes é justamente pela falta de equilíbrio emocional que o controle de risco é deixado de lado. Nesse sentido, é importante sempre manter um acompanhamento de suas ações, refletir sobre a necessidade futura de recursos. Buscar um entendimento claro sobre os produtos financeiros que se está operando.

Controle de risco, vai além de toda matemática e estatística envolvidos na gestão da carteira. É muito mais sobre respeitar os limites anteriormente colocados, independente de supostas “grandes oportunidades”. É acreditar no seu modelo, seu método de investir e respeitar ele.

Por fim, uma boa forma de se ter um bom controle visual sobre os ativos, é através da plataforma TradingView, nela conseguimos fazer um bom acompanhamento técnico de forma a tomar melhores decisões sobre investimentos.

Veja também: A importância da educação financeira infantil

Reserva de emergência como uma segurança adicional

Sobretudo, tenha uma reserva de emergência. Afinal, essa é a única forma realmente segura para percorrer em um mundo dirigido por probabilidade e onde a maior parte de tudo que se vive está vinculado ao dinheiro.

Não acredite na falácia de estar 100% certo de alguma coisa, principalmente quando se trata do mercado financeiro, lembre-se que tudo tem um custo e o mundo não é um lugar tão bom assim. Por isso, tome atitudes inteligentes e dê espaço para erros.

Para agir com inteligência deve-se aceitar que a incerteza, a aleatoriedade e o acaso fazem parte da vida e que a real maneira de agir com elas é aumentar a distância entre os acontecimentos que você imagina ou idealiza e o que de fato pode acontecer.

Bem como, um dos maiores erros que podemos realizar nas finanças pessoais é ter apenas uma fonte de recursos para financiar nossas obrigações e necessidades de gastos de curto prazo. Pois, quem não tem reserva não tem espaço para lidar com erros ou com o acaso.

Em suma, antes de mais nada faça seu planejamento financeiro e ao organizar suas finanças construa uma reserva financeira que resguarde no mínimo seis meses de suas despesas. Ao fazer isso você terá uma “base financeira” para progredir até a independência financeira.

Veja também: Entenda seu apetite e capacidade de correr risco

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