Brasil supera recorde na balança comercial, com superávit de US $10,3 bilhões em junho

Brasil supera recorde na balança comercial, com superávit de US $10,3 bilhões em junho

A balança comercial voltou a bater recordes em junho. Conforme informado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (01), ocorreu um superávit comercial de US $10,3 bilhões no mês e de US $37,5 bilhões no 1º semestre de 2021.

Importante destacar que, segundo a Secretaria de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, desde o inicio da série histórica, criada em janeiro de 1989, o valor ultrapassou o recorde anterior para os meses de junho e para qualquer mês do ano.

Superavit comercial

Um superávit comercial é uma medida econômica de uma balança comercial positiva , em que as exportações de um país excedem suas importações. Em outras palavras, o superávit comercial ocorre quando o resultado do cálculo abaixo é positivo:

Balança Comercial = Valor Total das Exportações – Valor Total das Importações

O superávit comercial pode criar empregos e crescimento econômico, no entanto, também pode levar a preços e taxas de juros mais altos dentro de uma economia. Todavia, em muitos dos casos, o superávit comercial ajuda a fortalecer a moeda do país em relação a outras moedas, o que afeta diretamente as taxas de câmbio.

O superávit comercial, quando concentrado apenas em seus efeitos comerciais, significa que há uma alta demanda por bens de um país no mercado global, o que por sua vez, empurra o preço desses bens para cima e leva a um fortalecimento direto da moeda doméstica.

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Resultado do Brasil

O volume total das exportações brasileiras no mês passado foi de 28,104 bilhões de dólares, que por sua vez, também atingiu um recorde. De acordo com a média diária, ocorreu um aumento de  60,8% em relação ao desempenho no mês de junho no ano anterior. Além disso, as importações atingiram US $ 17,732 bilhões, um aumento de 61,5% em relação ao mês de junho do ano passado.

Conforme explicado pelo subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão,  houve um crescimento nas vendas externas em todas as categorias. Brandão acrescentou que a indústria extrativa vem impulsionando o crescimento, mas que a indústria de transformação também está aos poucos acelerando.

Para ter uma ideia, analisada a média diária, podemos observar que as exportações de produtos agrícolas aumentaram 24,92% ano-a-ano, a indústria extrativa cresceu 175,79% e a indústria de transformação 38,10%. Em termos de importações, a agropecuária cresceu 61,14%, as indústrias extrativas aumentaram 25,54% e a indústria de transformação aumentou 66,29%.

Em 2021, as exportações totais foram de 136,742 bilhões de dólares americanos, o que representa um aumento de 35,8%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2020. As importações foram de US $ 99,246 bilhões, um aumento de 26,6%, considerando a mesma base de informação.

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Motivos para o crescimento

De acordo com Brandão, a melhoria de tais indicadores, em relação a exportação, são reflexos de uma demanda externa, aquecida principalmente pela Ásia. Desse modo, até o momento, o superávit comercial anual acumulado do Brasil é de 37,496 bilhões de dólares americanos, o que corresponde ao aumento 68,2% em relação ao mesmo período de 2020.

“Os países asiáticos são os maiores destinos das exportações brasileiras. Já havia crescido em volume ano passado, e neste ano houve aumento da demanda de outros parceiros comerciais como Estados Unidos, Argentina e União Europeia, que se somam à demanda aquecida da Ásia”, explicou o subsecretário.

Em termos de importações, o principal fator que explica o aumento das compras internas é o aumento da atividade econômica no Brasil. “Precisamos de mais insumos e matérias-primas. A crescente produção agrícola do Brasil exige fertilizantes e fertilizantes importados, e a indústria eletrônica precisa de componentes importados”, explicou Brandão.

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