Bancos americanos aderem Bitcoin enquanto China fecha o cerco

Bancos americanos aderem Bitcoin enquanto China fecha o cerco

A China está fechando o cerco com as criptomoedas. Com isso, os seus mineradores de Bitcoin estão saindo do país e curiosamente um dos principais destinos têm sido os Estados Unidos, o principal rival comercial dos chineses. A mudança ocorre justamente em um momento onde os bancos americanos mudaram a postura e aceitaram o Bitcoin.

Entre os grandes bancos americanos que anunciaram recentemente que irão oferecer serviços de criptomoedas aos seus clientes estão, por exemplo, BNY Mellon, JPMorgan, Citigroup, Goldman Sachs e outros bancos tradicionais americanos.

Cedo para falar de uma guerra comercial?

Muitos acreditam que a qualquer momento uma guerra comercial entre Estados Unidos e China pode acontecer no mercado cripto. As criptomoedas poderiam ser um dos motivos para uma nova intriga entre as superpotências.

De fato, os bancos americanos estão adotando firmemente o Bitcoin como uma ferramenta de investimento, vendo o Bitcoin como um produto de investimento verde e até mais livre do que o sistema financeiro tradicional administrado pelos governos, ainda mais com a criação de stablecoins.

JPMorgan e Citi parecem ter saído na frente de outros bancos em relação à tecnologia blockchain, enxergando que esta tecnologia irá tomar conta do sistema financeiro por muitos anos. Bobby Ong que é um executivo de alto escalão da CoinGecko, afirmou que os “bancos aos poucos estão explorando novas formas de atrair clientes”.

Qual o problema da China com o Bitcoin?

Há algum tempo, a China começou a tomar medidas para restringir o Bitcoin aos seus usuários, começando na mineração e depois várias restrições para bancos que aceitam as criptomoedas. Para uma parte do mercado norte-americano, isso já era esperado, pois, a China não se mostrava simpatizante às criptomoedas e desde os anos anteriores vêm tomando medidas para conter o avanço do Bitcoin.

A China é um estado totalitário, que deseja ter tudo sob controle, principalmente a população. Assim, opta por censurar diversas redes sociais e também o acesso ao sistema financeiro. Como o Bitcoin é uma rede descentralizada, o governo Chinês está tratando de fazer o máximo possível para impedir a circulação da criptomoeda em seu território.

O governo Chinês já está impondo restrições para a indústria siderúrgica do país, introduzindo o seu próprio esquema nacional de comércio de emissões. A China também não tem interesse que os mineradores de Bitcoin monopolizem a rede.

Um possível erro por parte da China

Se realmente estamos no meio de uma guerra comercial entre EUA e China, então poderíamos dizer que a China não realizou da melhor maneira os cálculos, especialmente porque os mineradores norte-americanos estão muito felizes em assumir o posto de centro da mineração de Bitcoin no mundo, que “veio de bandeja” da China.

Alguns especialistas dizem que a República Popular da China estaria utilizando da repressão para diminuir a dominância do Bitcoin. A China já estaria fazendo esta jogada desde 2013, porém como mesmo assim o BTC sempre subiu de preço, para este ano o movimento foi mais brusco, com proibições ainda mais relevantes.

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