China quer destronar o Bitcoin, mas o povo chinês não

Mesmo com Bitcoin banido na China, DeFi desponta na China

Não é de hoje que a China se mostra como um crítico do Bitcoin e criptomoedas, assim como não permite certas plataformas e sites como Wikipedia e algumas redes sociais como Twitter e Facebook por lá. Além disso, em 2021, passou a não ser mais permitido também a compra de Bitcoin.

E ao que tudo indica, a luta para banir de vez o Bitcoin na China não deve acabar tão cedo. Os pequenos mineradores parecem estar encontrando brechas para continuar a exercer a atividade que já não é mais permitida no país, sendo que as informações viriam do Baidu.

Finanças descentralizadas despontam na China

Entre as soluções mais procuradas pelos traders chineses para driblar o Governo Chinês que baniu o Bitcoin, está explorar as finanças descentralizadas (DeFi) e a abertura de uma empresa em outro país, que é um procedimento bem simples para os chineses.

Isso significa que embora a China esteja fazendo de tudo para que os seus cidadãos não tenham como comprar Bitcoin em seu território, através das exchanges, eles não conseguiram ainda frear os seus cidadãos que escapam das garras governamentais e livremente abrem uma conta para proteger o seu patrimônio no exterior.

Uso do DeFi em prol do Bitcoin

A primeira forma encontrada pelos traders chineses de se livrar dos olhos do Governo local já é um pouco antiga: é aderir às exchanges descentralizadas e que hoje são muitos os chineses que já vêm estudando como funcionam os protocolos DeFi, pois estes não requerem nenhum tipo de documento de identificação.

Embora muitos chineses já usassem essas ferramentas, essa estratégia aumentou ainda mais após o fato de diversas exchanges proibirem o cadastro de usuários da China, como a Binance e KuCoin, além de que a Huobi também foi proibida de atuar na China.

Um outro caso que mostra o fortalecimento das exchanges descentralizadas após o anúncio do banimento do Bitcoin na China, é a plataforma descentralizada dYdX, que está registrando um volume diário de negociações em US$ 4,4 bilhões e acredita-se que boa parte desse dinheiro estaria vindo de traders chineses.

Registro de empresas no exterior

Um caso que chamou muito a atenção, foi a alternativa de registrar empresas no exterior. De acordo com um estudo realizado pelo Baidu, muitos traders chineses estão optando por essa solução, permitindo que eles possam fazer a abertura de empresa apenas com o documento de identificação.

O custo inicial pode chegar de R$ 1 mil a até R$ 25 mil, sendo que os chineses têm a possibilidade de escolher entre até 200 países para a abertura da empresa, até mesmo nos Estados Unidos. O processo é rápido e costuma ficar pronto em até três dias úteis.

Porém mesmo com todas as restrições impostas ao Bitcoin e criptomoedas na China, muitos usuários estão adotando as exchanges centralizadas no exterior, seja pela facilidade em seu uso ou por conta dos altos volumes de negociação, o que garante mais confiança na empresa em que se está investindo o capital financeiro.

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