Investigação é feita sobre esquema de R$3,5 milhões em empréstimos falsos de grandes bancos

Investigação é feita sobre esquema de R$3,5 milhões em empréstimos falsos de grandes bancos

Um fato bastante relevante foi descoberto por um dos maiores bancos do Brasil descobriu que pessoas estavam sofrendo um golpe a respeito de empréstimos falsos. O banco repassou a informação de forma exclusiva para a CNN Brasil Business.

Alguns revendedores de carros estavam se utilizando de pessoas para praticar crime de estelionato, através do financiamento de veículos e algumas pessoas acabam caindo nesse golpe.

A instituição bancária não se identificou na reportagem publicada pela CNN, mas o porta-voz da instituição disse que os criminosos praticantes de estelionato pediam financiamentos usando dados pessoais de pessoas. Esses indivíduos, no que lhe concerne, não seriam clientes do banco, necessariamente.

A reportagem da CNN ainda apontou que os dados da Federação Brasileira de Bancos, que é a Febraban, dizem que 70% das pessoas acabam caindo nesse golpe, ou seja, desse ato que é conhecido como “engenharia social”, o modo que os criminosos operam é semelhante ao que ocorreu no caso desse banco.

Importante dizer que a descoberta feita pelo banco de que esse golpe que estava ocorrendo com algumas pessoas, fez com que R$3,5 milhões fossem bloqueados, assim como os bens pertencentes a essas lojas e sócios com relação com essas concessionárias. Quanto às prisões, a CNN publicou que foram seis realizadas até o momento.

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Como agiam os criminosos?

Os criminosos realizaram a prática de estelionato afirmando através do WhatsApp ou até mesmo pessoalmente que as pessoas que estivessem em São Paulo haviam sido contempladas por um prêmio de uma determinada franquia.

Além disso, para resgatar esse benefício seria necessário dar informações como o número do CPF, nome do pai e da mãe, uma foto pessoal da vítima, além de outros dados necessários para ter essa aprovação de financiamento.

A partir dessas informações os estelionatários realizavam uma viagem para Curitiba e realizavam uma solicitação de financiamento nessas lojas de automóveis. O próprio porta-voz do banco em questão disse à CNN que os criminosos estavam contando “com a anuência da participação da loja de carro”.

Esse mesmo porta-voz disse que: “Sem isso seria impossível. Ele entra no banco com a senha do lojista, entra na conta de uma pessoa com score alto, CPF limpo, e consegue aprovar o financiamento. O objetivo, com isso, é o banco conceder o financiamento para a aquisição do carro e o estelionatário ficar com o dinheiro, enquanto a vítima fica com a dívida”.

Em suma, a proposta de financiamento era concretizada pelo lojista através de uma senha, e para conseguir efetuar essa senha para que ela pudesse ser utilizada seria necessária uma foto do cliente em questão e essas informações passadas. Foi através desse mecanismo que os criminosos conseguiram atuar no esquema.

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