Inflação, saiba maneiras de como se proteger

A grande demanda por bens e mão de obra durante a pandemia da Covid-19 levou ao ritmo mais acelerado da inflação de preços ao consumidor e também à inflação de salários.

Muitos países, já estão experimentando uma inflação alta e para tentar conter o avanço mundial, diversos Bancos Centrais estão adotando uma política que consiste na elevação da taxa básica de juros.

A inflação elevada deve persistir por mais tempo que o previsto, com a oferta contínua de interrupções nas cadeias de suprimentos e altos preços de energia que continuam vigorando no mercado. Supondo que as expectativas de inflação permaneçam boas ancoradas, a inflação deve reduzir gradualmente ao passo de que os desequilíbrios entre oferta e demanda percam força.

Além disso, à medida que a pandemia foi perdendo força e os gastos se deslocarem para serviços, a inflação pode perder força e se tornar mediana.

Nesse sentido, para fugir das consequências negativas da inflação, separamos alguns exemplos de como se beneficiar deste período que é tão temido dentro não só do mercado financeiro, como na economia de forma geral.

Setor imobiliário para proteção contra inflação

Os investidores imobiliários normalmente se beneficiam de um hedge natural contra a inflação devido os aluguéis serem reajustados periodicamente. Além disso, são notórios fortes ventos estruturais para os setores imobiliários residenciais e industriais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a habitação está em alta após a crise financeira global. Já no setor industrial, a mudança contínua para o comércio eletrônico vai exigir mais armazéns, armazenamento e logística globalmente. Problemas nas cadeias de suprimentos global que ficaram evidentes em 2021 destacam a necessidade de mais investimentos no setor.

Embora muitos prefiram investir em imóveis por meio de mercados privados, uma saída muito benéfica são os fundos Imobiliários (FIIs). Eles são negociados publicamente e tendem a ter um bom desempenho em períodos de alta inflação, quando comparados a outros setores da economia.

Em suma, o setor imobiliário é de grande relevância para quem deseja se proteger nesse período de alta na inflação global.

Ações cíclicas para impulsionar a valorização do capital

Enquanto muitos economistas debatem os meandros da inflação, os princípios básicos atuais parecem bastante claros: a inflação está sendo impulsionada pela forte demanda e crescimento econômico.

Neste sentido, certos setores de ações tendem a se sair bem em ambientes inflacionários, devido aos lucros corporativos que também são fortes, lógico, dependendo do setor.

Setores que estão atrelados à atividade econômica e às taxas de juro, provavelmente terão um desempenho superior. Um desses setores que se beneficiam da alta da inflação e da elevação das taxas de juro, é o setor bancário.

Empresas com poder de precificação em setores cíclicos, como indústrias e materiais, podem também apresentar crescimentos robustos na receita. Por outro lado, as ações que tendem a se sair melhor quando o crescimento e a inflação são escassos podem estar em maior risco neste momento. Nesse sentido, garantir o equilíbrio adequado é essencial.

Veja também: Qual a diferença entre Fundos Imobiliários nos Eua e no Brasil?

Evite o excesso de dinheiro

A maneira mais fácil de defender o poder de compra nestes períodos de alta na inflação, é investir o excesso de caixa em um portfólio que se ajuste aos seus objetivos e horizonte de tempo.

No ambiente atual, os empréstimos também devem ser prudentes. As taxas de juros tendem a crescer com a inflação, pelo menos é o que indicam as políticas monetárias de diversos bancos centrais. Os empréstimos se tornam menos atraentes, quando temos taxas mais elevadas.

Nesse sentido, uma hipoteca é uma maneira simples de se beneficiar de um mercado imobiliário forte nesse período.

Fatores que podem desacelerar a inflação

Com a taxa de juros elevada o consumo fica prejudicado e isso afeta os pedidos de empréstimos. Além disso, a renda fixa tem se tornado interessante, ao passo que estimula a poupança, ao invés dos gastos.

Em se tratando de Brasil, o país pode se beneficiar da elevação das taxas de juro, à medida que investidores estrangeiros começam a se interessar em injetar dinheiro por aqui. Dado que esse patamar de juros, dá para se obter ganhos interessantes quando se comparado aos títulos do tesouro americano, que ainda esperam aumento pelo Federal Reserve.

Em outras palavras, os juros altos devem conter um dos vilões da forte inflação, à medida que evita fortes picos de alta na moeda americana. Com isso, os combustíveis que estão fortemente correlacionados com a moeda estrangeira não sofrem aumentos expressivos pela variação cambial.

Veja também: Projeção da inflação é elevada para 7.05% neste ano

Principais conclusões

A inflação mais alta pode permanecer em 2022, mas isso não precisa ser motivo de preocupação para quem sabe proteger seu capital. Nesse sentido, os investidores podem construir uma carteira que reconheça e busquem mitigar os riscos de inflação.

Enquanto isso, vale ressaltar, o perigo de tomar empréstimos em períodos como esse, de elevação da taxa básica de juros

Portanto, confiar em ações em relação à renda fixa e decidir focar em setores cíclicos e imobiliários, como os FIIs, pode se mostrar uma abordagem eficaz, enquanto excesso de caixa não se apresenta como uma atitude muito atraente.

Veja também: Oque esperar para a inflação em 2022?

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