IGP-M do mês de março é o maior desde 1994

IGP-M do mês de março é o maior desde 1994

Nesta terça-feira (30), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou os dados do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). Conhecido por ser a “inflação do aluguel”, o IGP-M teve um aumento de 2,94% no mês de março. Só em 2021, a alta do índice é de 8,26% 

É a maior taxa atingida pelo IGP-M para o mês de março desde 1994, quando se teve a implementação do plano real. Em março do ano passado, o IGP-M teve um crescimento de 1,24%. 

“Todos os índices componentes do IGP-M registraram aceleração”, disse o Coordenador dos Índices de Preços, André Braz. Vale salientar que 60% do IGP-M é composto pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que teve um crescimento de 3,56% no mês de março.

Importante lembrar que o IPA tinha aumentado 3,28% no mês de fevereiro. O que mais puxou essa alta foram os alimentos industrializados, que apresentaram uma alta de 0,72% em março.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também faz parte do IGP-M, subiu 0,98%, ante 0,35% em fevereiro. Esse aumento foi puxado principalmente pelo segmento de transportes. A inflação do transporte aumentou 1,45% em fevereiro, mas em março teve um avanço ainda maior, de 3,97%, puxado sobretudo pela gasolina, que teve uma alta de 11,33% no mesmo período.

Fatores que contribuíram para o aumento do IGP-M

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2% no mês de março. No mês de fevereiro esse aumento tinha sido de 1,07%. Sobre isso, André Brazo disse que: “No índice ao produtor, os aumentos recentes dos preços das matérias-primas continuam a influenciar a aceleração de bens intermediários e de bens finais.”

O Coordenador dos Índices de Preços acrescentou que “Além disso, os aumentos dos combustíveis também contribuíram para o avanço da inflação ao produtor e ao consumidor. Na construção civil, os materiais para a construção seguem em aceleração impulsionados pela alta dos preços dos insumos básicos”.

De forma mais específica, a composição do IGP-M é dado por:

  • IPA – 60% do IGP-M;
  • IPC – 30% do IGP-M;
  • INCC – 10% do IGP-M.

No IPA, além da gasolina, outros fatores colaboraram para o aumento do índice. Entre eles, temos também o minério de ferro, a soja, óleo diesel e adubos fertilizantes. Já no IPC, os fatores mais decisivos foram: Etanol, Gás de bujão, plano de saúde, aluguel e gasolina.

No INCC as maiores pressões de altas que colaboraram para o crescimento do índice foram os tubos e conexões de PVC, tubos e conexões de ferro e aço e também os arames de aços ao carbono e os vergalhões, alumínio e elevador.

Veja também: Listagem direta ou IPO: Qual a preferência das empresas na abertura de capital?

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