Entenda sobre o Real Digital e suas diferenças com o Bitcoin

Entenda sobre o Real Digital e suas diferenças com o Bitcoin

O Banco Central (BC), autarquia do governo federal, estuda lançar o Real Digital. O Real Digital em termo de valor e utilidade seria basicamente o mesmo que temos em papel-moeda, onde sua única diferença seria a moeda lastreada pela própria moeda, ou seja, dinheiro real. 

Conforme o que foi divulgado pela instituição no dia 24 de maio, os critérios para o desenvolvimento de uma versão digital do Real, deve demorar pelo menos, dois anos para acontecer. O Banco Central informou também que o objetivo do Real Digital é alterar a forma no qual conhecemos e utilizamos o dinheiro. 

Como funcionará?

Existem especulações sobre o funcionamento das moedas digitais, ou seja, se essas poderão ser utilizadas por todos, assim como as moedas físicas que conhecemos hoje. No entanto, o Banco Central afirma que as notas e moedas físicas não “acabarão”, pelo menos não num futuro próximo. 

A autarquia continuará a emitir papel-moeda suficiente para atender às necessidades daqueles que preferem usar o dinheiro na forma física. Conforme os planos do Banco Central, à medida que as pessoas se acostumam a armazenar e transferir valor de forma eletrônica, a escolha do público pela moeda digital se tornará algo natural. 

Com o Real Digital, todos os cidadãos podem receber o token, código equivalente a uma determinada quantia de CBDC,  para uso em qualquer instituição. Portanto, o Real Digital pode se tornar uma alternativa para incorporar grupos vulneráveis ​​ao sistema de pagamento.

Além disso, a popularização do Real Digital ajudará a reduzir o uso de moeda física em países onde o sistema bancário atual não pode cobrir a maior parte da população, como o nosso país. Desse modo, o Real Digital poderá ser programado, ajudando a controlar melhor os fluxos de capital do país, assim como reduzir o custo de emissão de notas.

Veja também: Veja como é a regulamentação do Bitcoin no Brasil e no mundo

Qual a diferença entre o Real Digital e as criptomoedas com o Bitcoin?

Apesar de o Brasil estar criando sua moeda digital, isso não significa que será uma nova criptomoeda como Bitcoin. Importante frisar que, apesar de as CBDC e as criptomoedas, como o Bitcoin, viverem no mundo digital, existem diferenças importantes que as separam.

Uma das principais diferenças do Bitcoin para as CBDC está no fato de que a segunda será emitida pelo Banco Central, ou seja, possui regulamentação da autoridade monetária de cada país. Dessa forma, todas as decisões sobre ela é centralizada na instituição responsável por regular o sistema financeiro de uma nação.

Quando falamos em criptomoedas, como o caso do Bitcoin, elas são emitidas e distribuídas de forma descentralizada, ou seja, não por um governo ou Banco Central específico. Neste caso, as criptomoedas são regularizadas em sua própria rede de usuários, diferente do que ocorre em uma instituição. Com o Real Digital o usuário poderá pagar qualquer conta, realizar compras, realizando praticamente tudo o que o dinheiro tradicional pode fazer no cotidiano do cidadão brasileiro.

Veja também: Primeiro ETF de Bitcoin brasileiro estreará na B3 em 23 de junho

Quando o Real Digital será lançado?

Segundo o Banco Central, a previsão para o lançamento do Real Digital será em 2023, o que permitirá que a instituição realize os estudos técnicos necessários, bem como os programas de implementação e circulação. 

O Banco Central vem testando uma possível adoção ao Real Digital através de outras ferramentas tecnológicas desenvolvidas recentemente, como o caso do PIX, meio de pagamento eletrônico do Brasil.

Conforme o Banco Central, mais de R$ 321 milhões de reais foram movimentados através do Pix, apenas em abril de 2021, demonstrando a grandiosidade da ferramenta e como os números positivos relacionados a ela só crescem. 

Em suma, a implementação do Real Digital irá representar um grande avanço para a economia brasileira, fornecendo novas ferramentas que promovem a inovação e a competição, de forma a reduzir custos, melhorar os processos de pagamentos, expandir a inclusão financeira e coibir atividades ilegais. 

Veja também: O que são stablecoins e para que servem?

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