Compra de Bitcoin por empresas começa de forma lenta no Brasil

Compra de Bitcoin por empresas começa de forma lenta no Brasil

No Brasil começa a se incorporar de forma lenta um movimento que já vem ganhando força no resto do mundo, o movimento em questão é a compra de Bitcoin por empresas. Assim, o movimento adotado por empresas é um dos principais intermediários da valorização da criptomoeda no mundo.

Até então só houveram registros de compra de por duas empresas Brasileiras. Uma delas é a Yubb, uma empresa de investimentos e a outra é a Empiricus. Sendo assim, esses dois casos foram os únicos que apareceram de forma pública até então.

Deste modo, as grandes gestoras de recursos especializadas em criptomoedas que atuam no Brasil disseram não ter informações de outras empresas que tenham investido em criptomoedas por enquanto.

Como exceção temos a Empiricus que investiu R$ 100 mil em um fundo da Vítreo. Dessa forma, as plataformas de negociação de cripto ativos, chamadas de exchanges, informam ter mediado compras de Bitcoins por parte de empresas. No entanto, nenhuma dessas empresas trouxe as negociações a público.

Algumas das exchanges lançaram serviços exclusivos para clientes institucionais. Um exemplo disso é a Foxbit, que relata ter mais de 500 CNPJ cadastrados, porém não deixa público quais são as empresas. O que torna ainda mais difícil conhecer quais empresas estão adquirindo Bitcoins.

Empresas ditam o ritmo das criptomoedas

A onda de aplicações de investimentos em Bitcoin por empresas começou após algumas empresas dos Estados Unidos terem iniciado com parte de seus caixas, como a Tesla e a MicroStrategy. Esta tendência influenciou o ritmo da criptomoeda no mercado internacional e fez a mesma mudar de patamar.

Deste modo, as empresas americanas apostaram na reserva de valor do Bitcoin como fator decisivo para a compra dos cripto ativos. Ou seja, a aposta é a de que o Bitcoin deverá perder menos valor do que o dólar com a passagem do tempo. Entretanto, por aqui, a aposta das empresas brasileiras é muito mais simbólica.

Sendo assim, tanto a Yubb quanto a Empiricus possuem negócios dentro do ambiente de tecnologia e investimentos. Portanto, de acordo com as empresas, investir no mercado de Bitcoins é uma boa maneira de demonstrar para os clientes que as empresas acreditam no valor das criptomoedas.

A atitude adotada pelas empresas brasileiras possui uma expressão em inglês, utilizada por alguns investidores, é o “skin in the game”. A expressão significa envolver-se com os mesmos riscos que seus consumidores, o que dá mais crédito para as empresas que oferecem estes tipos de serviços.

Movimento de compra de Bitcoin por empresas ainda é pequeno no Brasil

Apesar do pioneirismo vindo das movimentações feitas pela Yubb e Empiricus, o movimento de compra de Bitcoins por empresas ainda é bem pequeno no Brasil. Isto porque nenhum dos casos de investimentos citados chegou perto das movimentações feitas por empresas americanas, que chegaram a fazer movimentações na casa dos bilhões de dólares.

Desse modo, a MicroStrategy, empresa fabricante de softwares, já anunciou que planeja transpor 100% do seu caixa do dólar para o Bitcoin. A série de aportes de Bitcoins anunciados pela empresa iniciou em agosto de 2020. Nesse contexto, as ideias pareciam bastante exóticas na época, mas agora, já se aproximam da realidade.

Em território nacional, além das empresas citadas, algumas gestoras de grandes fortunas também já sinalizam caminhar em tendência ao Bitcoin, mesmo que em passos lentos. As instituições ainda não abraçam os fundos de cripto ativos tanto quanto o público do varejo, mas já é um início no Brasil, da onda que vem se implantando pelo mundo.

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