Gasolina

Como explicar o forte aumento no preço da gasolina

Não há dúvidas de que o brasileiro está pagando preços cada vez mais altos pelos combustíveis, a gasolina que chegou a custar algo em torno de 7 R$ em alguns postos do país. Mostra como esses aumentos tem pesado no bolso do consumidor.

Quando avaliamos o acumulado do ano, só a gasolina já teve alta de 27,51%, enquanto o diesel subiu cerca de 25,78% no mesmo período, segundo dados divulgados pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA).

Com isso, o impacto na inflação é imediato e esses choques inflacionários não costumam terminar muito bem, vimos isso no governo Dilma e depois com a greve dos caminhoneiros em 2018 no governo Temer. 

Contudo, por que isso está acontecendo? O que compõe o preço da gasolina? Temos expectativa de resolver isso no curto prazo? Bem, hoje, iremos discutir e responder alguns desses questionamentos, fique conosco até o final. 

O que está no preço da gasolina

Existem algumas variáveis importantes que compõe o preço da gasolina. No entanto, os impostos possuem um papel determinante, são 27,6% de ICMS junto a 11,5% de (Cide, PIS/Pasep e cofins), o que somados contribui com 39,1% na formação do preço. 

Nesse sentido, quando consideramos os demais responsáveis pela formação de preço estão: o preço do produtor (das refinarias da Petrobras e importadores, ou seja, preços internacionais da gasolina em real).

Também o custo do etanol (dado que a gasolina tem cerca de 27% de etanol em sua composição). O que contribui, com cerca de 16,9% na formação do preço. Além disso, é claro, há os custos de distribuição, transporte e revenda. Que juntos, somam algo em torno de 10,4%. 

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Os grandes vilões do aumento de preços

Gasolina

Vamos focar nos maiores responsáveis pelos preços os impostos (39,1%), o preço determinado pela distribuidora (33,6%) que acompanha o preço internacional e claro a desvalorização cambial que contribui para esse segundo elemento. 

Antes da pandemia e da recente crise global, o barril de petróleo era negociado a cerca de US$ 170. Contudo, no pico da crise, os preços despencaram, com o inédito e histórico acontecimento de contratos futuros de petróleo sendo negociados por valores negativos.

Em outras palavras, o combustível ficou extremamente barato em dólar. No entanto, não sentimos tanto o efeito na bomba. Dado que, em simultâneo, o câmbio se desvalorizou fortemente no período com o dólar saindo de R$ 4 em 2019 para R$ 5,20 em 2020.

Dessa forma com a recuperação que ocorreu na economia global e a crescente injeção de estímulos monetários por partes dos bancos centrais. O preço do barril voltou a subir, ultrapassando a casa dos US$ 200. 

Nesse sentido, isso deveria ser bom para o país que é um grande exportador de commodities. Com isso, essa alta de preços deveria influenciar na valorização de nossa moeda, o que naturalmente iria absorver parte desse aumento. 

Só que não, devido ao contexto político-fiscal, baixa confiança do investidor e taxas de juros historicamente nos menores níveis. O que ocorreu, é que estamos vivenciando um cenário atípico, aonde os preços de commodities estão fortemente elevados, enquanto o cambio segue enfraquecido. 

Esse cenário é a tempestade perfeita para o que estamos vivenciando, um forte aumento generalizado nos preços de combustíveis

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Possíveis soluções para a redução de preço da gasolina

Algumas soluções “criativas” e muitas vezes já colocadas em prática sem sucesso, envolvem o congelamento de preços. Contudo, partindo para proposições que poderiam impactar nos preços sem sacrificar a operação da empresa, podemos pensar na redução de tributos para começar. 

Dessa forma a redução do (ICMS), poderia ser uma alternativa interessante, essa ideia já fora levantada e não agradou nenhum pouco os estados. Essa resistência em retirar não apenas do (ICMS), mas também dos outros impostos, dificultam qualquer negociação. 

Outro ponto relevante é que hoje o (ICMS) incide sobre a média do preço final e não o preço da refinaria, o que impacta de forma mais relevante ainda o custo para o consumidor final.

Nesse sentido o governo também estuda uma forma de redução desse imposto introduzindo formas de compensação para que não haja queda nas receitas dos estados. 

Por fim, não é um problema de fácil resolução. Contudo, com o país voltando aos trilhos, a confiança do investidor estrangeiro aumentando e o nosso real voltando a se valorizar. O preço da gasolina tende a cair para patamares menores, aliviando assim, o bolso da população. 

Conclusão

Bem sem dúvidas, além do congelamento de preços, há outras ideias criativas que vira e mexe surgem com objetivo de resolver a discussão que se alastra por anos nesse país. Ideias como a quebra de monopólio da estatal, mudança na matriz energética. 

Redução dos gastos públicos para subsidiar os preços de combustíveis, além é claro da mais direta e que teria impacto de imediato. Que é a retirada, ou redução de impostos diretamente presentes no preço da gasolina como discutidos ao longo do texto (PIS/Cofins e ICMS). 

Além disso, para ser sincero, a melhor sugestão imediata para quem está sofrendo diretamente o aumento nos preços, é controlar os gastos, reduzir o consumo de combustíveis mesmo, utilizar o carro somente se necessário.

Outro ponto é checar as condições do veículo, usar o ar condicionado de forma moderada, abastecer o carro com combustíveis de qualidade e dirigir com mais cautela também. Dado que freagens bruscas são responsáveis por maior consumo de combustíveis

Em outras palavras é melhor cuidar de todo possível e depender o menos possível das ações do governo, que parece não estar muito disposto em colocar em prática algo que possa minimamente criar condições para uma eventual redução dos preços no curto prazo.

Por fim, nenhuma solução imediata deve ser implementada tão logo, no máximo, o que houve foram ameaças de controle nos preços por parte do governo.

No entanto, vamos manter as expectativas de que em algum momento esse preço volte a cair, é provável que não tenhamos alguma solução no curto prazo, mas pelo menos agora você sabe para onde está indo seu dinheiro. 

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