Banco Central do Brasil abre as portas para a emissão de tokens

Banco Central do Brasil abre as portas para a emissão de tokens

Pela primeira vez na história, o Banco Central do Brasil aprovou a emissão de tokens em blockchain. Essa autorização vai ocorrer dentro do Sandbox regulatório do BC, que anunciou que vai permitir com que a empresa Brasil OTC desenvolva a solução no ambiente regulado.

Além de incluir a Brasil OTC, foram selecionados sete projetos para o primeiro ciclo de tentativa, que inclui os projetos do Banco Itau, JP Morgan e Mercado Pago. A Brasil OTC é uma empresa blockchain que tokeniza títulos de dívidas de empresas da iniciativa privada e atua como uma registradora nas liquidações de transações de compras e vendas de ativos tokenizados.

Essa solução é parecida com o que já fazem outras corretoras de criptomoedas, como o Mercado Bitcoin, Liqi e Foxbit, que trazem precatórios e outros títulos da iniciativa privada para a sua plataforma.

OTC Brasil não utiliza da blockchain da Ethereum

Indo em um caminho contrário ao das empresas de criptomoedas brasileiras que utilizam da blockchain da Ethereum para a emissão de tokens lastreados em ativos, a OTC vai utilizar a blockchain do consórcio R3, o Corda.

Além disso, uma vantagem para a Brasil OTC é que ela foi formada dentro do sistema do BC, sendo concebida inicialmente por Celso Jung, com uma iniciativa que nasceu dentro da iniciativa LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas).

A sua estrutura contou com a presença de alguns executivos da Bolsa de Valores, como Paulo Oliveira, que trabalhou como executivo da BM&F Bovespa. Um dos objetivos da OTC Brasil é democratizar as emissões de dívidas com a ajuda da tecnologia blockchain, além de reduzir os custos de processos.

Sandbox do Banco Central do Brasil

O Sandbox do Banco Central foi anunciado em 2019, sendo um ambiente onde as entidades obtêm uma autorização de realizar testes em um período determinado, que busquem promover uma inovação financeira ou no setor de pagamentos, porém sempre com um limite que é monitorado pelo próprio BC.

De acordo com o que foi noticiado pelo Banco Central, o objetivo do Sandbox é estimular a inovação e diversificar os modelos de negócios, promovendo uma maior concorrência entre os fornecedores de produtos e os serviços financeiros para atender da melhor forma às necessidades dos usuários, assegurando o seu bom funcionamento.

Detalhes sobre os projetos selecionados

A expectativa é que estas soluções sejam disponibilizadas no mercado já no próximo ano e que além da Brasil OTC, também tivemos outras iniciativas da esfera privada que foram selecionadas pelo Banco Central.

Uma delas é a JP Morgan, que vai oferecer soluções tecnológicas para a execução de pagamentos com várias moedas, com uso exclusivo para as instituições financeiras que estejam autorizadas pelo BC.

Os projetos que forem aprovados pelo Banco Central terão o seu processo de desenvolvimento monitorado pelo Comitê Estratégico de Gestão do Sandbox do BC. O primeiro ciclo, denominado de Ciclo 1, terá a duração de 1 ano e com a intenção de selecionar os melhores projetos.

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