Presidente da Petrobras diz que não há mudança na política de preço

Presidente da Petrobras diz que não há mudança na política de preço

Em uma entrevista coletiva que aconteceu no dia 27 de setembro, o Presidente da Petrobras Joaquim Silva e Luna, ressalta que não existe nenhuma possibilidade no futuro para que aconteça uma mudança na política de preços da empresa estatal.

Silva e Luna realizou uma pequena apresentação sobre a participação que a Petrobras tem nos preços do combustível e gás de cozinha. Na apresentação, ele contou com a presença do diretor de Refino e Gás Natural, Rodrigo Costa Lima e Silva.

Joaquim enfatizou em alguns momentos de sua fala que não existe “interferência política” nos preços finais praticados pela Petrobras. Ressaltou que os trabalhos irão continuar da mesma maneira.

Para o Presidente da Petrobras, o aumento dos preços se deve à crise da pandemia

Ao comentar sobre o preço dos combustíveis, Silva e Luna destacou que o momento é quase uma “tempestade perfeita”, pois estamos em um momento onde os fatores econômicos se voltam para a pandemia, com consequências que são evidentes para a geração de energia, além do fator do aumento do preço das commodities.

O presidente da Petrobras afirmou que a sua equipe está “trabalhando o tempo todo” para observar o comportamento do mercado e demais competidores, decidindo a partir daí se a política de preços da empresa precisa ser reajustada ou não.

Ele também foi questionado sobre a possibilidade de uma mudança estrutural, ressaltando que alguns produtos estão com “preços defasados”, porém que a companhia ainda precisa avaliar mais alguns pontos para definir se irá realizar ajustes ainda esse ano ou não.

Estatal continuará observando as flutuações do mercado

De acordo com o Presidente da Petrobras, o mercado internacional seguirá registrando uma alta na procura dos combustíveis, ao mesmo passo em que a oferta será reduzida. A estatal entende que é necessário avaliar os movimentos de flutuação do mercado, pois existem diversos mercados que estão interagindo o tempo todo.

O cuidado da equipe tem sido para não repassar essa volatilidade do mercado internacional ao mercado interno. Alguns fatores recentes como uma diminuição da oferta de produtos nos Estados Unidos acaba impactando diretamente para o Brasil.

Câmbio extremamente desvalorizado preocupa

Entre as “famosas frases” ditas por Paulo Guedes, uma delas ainda não se concretizou porém pode estar perto: Guedes comentou que o dólar havia feito overshoot e que não iria retornar a R$ 5,60, pelo menos neste ano. Bem, estamos prestes a fechar setembro perto de R$ 5.50!

Mas e o que o real desvalorizado teria haver com a política de preços da Petrobras e o preço final da gasolina ao consumidor? Muita coisa, pois a inflação também está apertando nesse momento, onde além do aumento do preço do combustível, o real segue perdendo muito espaço em relação ao dólar.

Por fim, os diretores da Petrobras comentaram sobre um eventual subsídio para a compra de gás de cozinha para a população de baixa renda. Ainda que esse tema já esteja passando pela companhia, precisará de uma aprovação prévia do Governo para que seja então sancionada.

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