ETF de criptomoedas do Brasil capta mais de R$ 600 milhões

ETF de criptomoedas do Brasil capta mais de R$ 600 milhões

Comentamos a um mês atrás sobre o surgimento do fundo de índice (ETF) de criptomoedas do brasileiro, trazendo o pioneirismo para o investimento em Bitcoins sem a necessidade de plataformas complexas e muitas vezes com baixa ou nenhuma segurança.

Relatamos também que a criação do ETF em terras tupiniquim, traria uma nova rodada para a democratização das criptomoedas, onde os reguladores poderiam oferecer uma infraestrutura mais completa e de fácil acesso.

Veja também: Primeiro ETF de Bitcoin da bolsa brasileira

Hoje (23) a gestora Hashdex,  informou que o seu fundo de ETF de criptomoedas levantou aproximadamente R$ 615,25 milhões em sua emissão primária.

A Hashdex é uma gestora de investimentos registrada na CVM e de adesão definitiva à autorregulação da ANBIMA. Além disso, está sujeita às regras da SEC nos EUA, e da CIMA nas Ilhas Cayman. Isso significa que o investidor tem o respaldo de diferentes reguladores de que os produtos oferecidos pela Hashdex atendem aos melhores padrões de segurança disponíveis.

O resultado surpreendeu a própria gestora, que havia colocado no objetivo de seu prospecto, o valor de R$ 250 milhões, superando em quase 3 vezes a captação mínima que a gestora havia mencionado.

O ETF da Hashdex estará listado na B3 para qualquer tipo de investidor a partir de segunda-feira (26), sob o ticker “HASH11”. O fundo irá replicar o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice desenvolvido em conjunto pela Nasdaq e pela Hashdex, tendo como objetivo possuir retornos que correspondam em reais à performance do benchmark.

Na ocasião, foram emitidas 12.305.014 cotas do chamado ETF Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice, sendo 28.358 pedidos, com cada cota valendo R$ 47,02 e taxa de ingresso de R$ 2,98 por cota.

Com o atual número de investidores, o ETF da Hashdex já nasce na bolsa brasileira como o quinto maior em renda variável, atrás de gigantes como IVVB11 (que segue o S&P 500), BOVA11 (atrelado ao Ibovespa), SMAL11 (que segue o Índice Small Cap) e XINA11 (que acompanha o índice MSCI China).

Segundo informações disponibilizadas pela Hashdex, mais de 80% das reservas foram feitas por pessoas físicas. O que representa o que já havíamos mencionado sobre a democratização do  mercado de criptomoedas, principalmente para os investidores de varejo, que até o momento só podem comprar diretamente tais ativos em corretoras especializadas ou via fundos.

Portfólio do NCI

A Hashdex afirma que, embora o investimento em ativos digitais representam uma oportunidade única para capturar retornos vinculados a uma nova classe de ativos, também apresenta o desafio de garantir que os ativos digitais considerados para o Índice, atendam a um padrão mínimo de liquidez/volume de negociação, segurança, credibilidade, permutabilidade e fungibilidade.

De acordo com os critérios pré-determinados pelo índice, o NCI é composto por seis criptomoedas, sendo elas o Bitcoin (73,50%), Ethereum (22,29%), Stellar (0,57%), Litecoin (1,49%), Bitcoin Cash (1,01%) e Chainlink (1,14%). A gestora ressalta que o NCI é rebalanceado trimestralmente e que novos ativos podem entrar para o índice enquanto os atuais integrantes podem sair, por meio de ajustes periódicos de seus constituintes e de sua ponderação ao longo do tempo, de forma neutra e passiva.

Tributação das criptomoedas

Segundo a gestora, a tributação do investimento se assemelha à tributação de fundos multimercado e, em uma eventual sucessão, os fundos da Hashdex são facilmente integrados ao inventário.

Veja também: Veja o que mudou para declarar bitcoins no imposto de renda 2021

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