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Conheça o projeto que quer popularizar o DeFi

O mundo de criptomoedas é relativamente novo. Considerando que o Bitcoin foi a primeira criptomoeda criada, o mercado está em operação desde 2009. São apenas 12 anos de existência desse tipo de ativo financeiro, para que seja algo realmente conhecido por todo o mercado, ainda vai levar algum tempo.

Nesse sentido, a tecnologia por trás das criptomoedas, o blockchain, possui propriedades capazes de criar modelos de negócios disruptivos. Agora, imagine, se a criptomoeda que é a “capa”, o produto negociado, é pouco conhecido, imagine a tecnologia por trás? 

Dessa forma, como já divulgamos na Investificar, a blockchain é a ideia por trás dos projetos de finanças descentralizadas (DeFi). A aplicação teve grande crescimento em 2020, mas ainda está bem distante da adoção em massa, possui pouca popularidade.

Com isso, o projeto “DeFi for the Individuals” quer acelerar sua utilização nos países ao redor do mundo. Entre estes países, o Brasil é um dos locais identificados para receber investimento do projeto.

Sendo assim, neste artigo iremos falar sobre este projeto, que busca acelerar a utilização de aplicações DeFi pelo mundo.

Veja também: Entenda sobre as finanças descentralizadas (DeFi)

O projeto DeFi

DeFi

O projeto  “DeFi for the Individuals” (em tradução livre, “Defi para o Povo”) é um consórcio formado pelos principais protocolos DeFi do mundo. O fundo do programa conta US$ 100 milhões para financiar projetos DeFi ao redor do mundo. A utilização dos recursos envolve o ensino sobre finanças descentralizadas, pagamento de subsídios e incentivos para ampliação do conhecimento.

Dessa forma, para cumprir com as metas programadas, o projeto irá contar com o ecossistema Celo. Este, é um blockchain de código aberto.

É capaz de reunir empresas e indivíduos para trabalhar em conjunto, promover a inclusão financeiro e a adoção de criptoativos. A plataforma possui cerca de 1 milhão de endereços de carteira espalhados por 113 países.

Além disso, o ecossistema Celo realizou um projeto-piloto na colômbia, fornecendo microcréditos sub-garantidos. Dessa forma, os empréstimos permitiram aos usuários comprarem bicicletas motorizadas para realizar entregas pelo Rappi. Ou seja, acabou gerando uma nova forma de renda.

Sendo assim, o consórcio reúne as principais aplicações e plataformas de DeFi do mundo. Entre elas, podemos citar a Aave, SushiSwap, Curve, 0x e PoolTogether. Estas, detectaram problemas relacionados à acessibilidade e inclusão de pessoas de diversos países no mercado financeiro tradicional. C

Com isso, querem usar a tecnologia blockchain, de forma fácil e barata, para oferecer serviços financeiros. Dessa forma, a ideia é que qualquer pessoa que tenha smartphone possa ter acesso às operações de baixo custo envolvendo criptoativos. Dessa forma, o potencial de alcance é um grupo estimado de 6 bilhões de pessoas.

Ecossistema Celo (DeFi)

Como informamos anteriormente, o Celo é um ecossistema de código aberto, voltado para mobiles (smartphones). O ecossistema reúne indivíduos e organizações que possuem, em comum, a missão de criar um sistema financeiro mais justo.

Nesse sentido, o ecossistema conta com uma tecnologia blockchain descentralizada. Utiliza o Proof-of-Stake como mecanismo de consenso. Possui também um ativo nativo (CELO), stablecoins (cUSD, cEUR).

Brasil deverá fazer parte 

Segundo o fundador da Celo, Reme Reinsberg, “ das cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo usando aplicativos DeFi atualmente, menos de 10% vivem fora dos países desenvolvidos”. Esta declaração, já incluiria por si só o Brasil na rota de incentivos do projeto “Defi for the Individuals”.

Contudo, a Celo, ecossistema blockchain do projeto, já desenvolve atividades no país. Além disso, a plataforma também contratou uma diretora brasileira para compor a equipe. O nome da diretoria é Camila Rioja. Segundo ela, “a Celo e cLabds têm um interesse especial pelo vibrante mercado brasileiro e suas características especiais”.

Além disso, ela disse que se juntou ao time para “trazer a minha experience native em relação à tecnologia blockchain, consultoria à startups e legislação para desenvolver o nosso ecossistema do país. 

Metas do consórcio

Segundo Reinsberg, fundador da Celo, “o objetivo é de, nos próximos 5 anos, trazer um bilhão de pessoas para o DeFi”. Para ele “com essa iniciativa, esperamos torná-la um esforço de toda a indústria. Por fim, explicou que é “uma espécie de complementaridade com outros programas e esforõs que vimos”.

Sendo assim, ainda segundo Reinsberg, isso será um “grande marco”. Para ele, “a hora é agora, nos próximos 12 a 18 meses, realmente veremos o Defi se popularizar”.

Veja também: Seria o conceito de DeFi, uma ameaça para o Airbnb?

Hackaton e projetos DeFi

Dentro da plataforma, já estão disponíveis integrações com a PoolTogether, Sushi, Moola Market, Ubeswap e Valore. Contudo, outras integrações também estarão disponíveis em breve.

Dessa forma, nos próximos meses, serão lançados incentivos utilizando outros protocolos e projetos DeFi. Também será lançado um incentivo para um protocolo de interoperabilidade com eficiência de gás para comunicação entre cadeias.

Além disso, em outubro, haverá um hackathon para atrair mais projetos DeFi para a Celo. Serão disponibilizados US$ 1 milhão em prêmios e financiamento para que as equipes possam viabilizar seus projetos.

Sendo assim, o projeto utiliza uma abordagem que privilegia a utilização de smartphones para tornar o mundo de criptomoedas acessível. Nesse sentido, é uma iniciativa aberta para desenvolvedores e empreendedores. Com isso, qualquer pessoa interessada em acelerar a adoção de criptos e DeFi ao redor do mundo, é bem-vinda.

Conclusão

Toda tecnologia que seja capaz de melhorar a vida das pessoas, deve ter seu acesso promovido de forma ampla. O mundo de criptoativos sempre pregou por se algo transparente.

Contudo, não necessariamente é de fácil acesso. Por exemplo, ainda hoje, o mercado financeiro tradicional ainda possui sua acessibilidade limitada. Não somente por questões financeiras, mas por falta de conhecimento básico pelas pessoas.

De mesmo modo acontece com os criptoativos, onde uma parcela minoritária no mundo utiliza. Esse fato é ainda mais relevante em países como o Brasil. Dessa forma, o projeto “DeFi for the Individuals” é bem-vindo para promover a tecnologia no país. A expectativa é que crie modelos de negócios disruptivos e traga as criptos para nosso cotidiano.

Contudo, é importante lembrar que existem diversos negócios bem-sucedidos envolvendo criptomoedas no país. Além disso, cada vez mais pessoas vem se tornando ciente sobre o assunto.

Empresas também vem buscando incluir a tecnologia blockchain em suas rotinas. Porém, a ideia do projeto é que esse assunto não se limite a poucas pessoas, mas que esteja a alcance de qualquer um.

Veja também: SEC aumenta a briga pela regulação e controle sobre o DeFi

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