BlackRock já negociava bitcoin e ninguém estava sabendo

BlackRock já negociava bitcoin e ninguém estava sabendo

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, sempre tinha o pensamento em investir em Bitcoin por meio da compra de contratos futuros, no entanto, o que não se sabia é que na verdade ela já estava investindo em Bitcoin. 

Desde o dia 20 de janeiro de 2020 quando enviou os documentos para Securities and Exchange Commission (SEC) no qual declarava sua intenção em investir em Bitcoin, a BlackRock já se movimentava nesse investimento e tal fato se concretizou, conforme divulgado nesta última quarta-feira (31).

No último dia do mês de março, a empresa estadunidense, indicou em documentos a aquisição de 37 contratos futuros de Bitcoins na Chicago Mercantile Exchange.  Os valores de contratos representam cerca de US$360 mil, representando aproximadamente 0,0014% do total de ativos que a BlackRock possui, isto é, uma proporção bastante pequena. 

A gestora atualmente possui cerca de US$9 trilhões em ativos no total, que ainda que pequena, pode-se expandir para que a empresa tenha uma parcela significativa de colaboração no crescimento e desenvolvimento do mercado de criptomoedas.

O contrato futuro, por sua vez, é uma maneira de manter-se protegido das oscilações do preço de um ativo, mesmo com todas as variações comuns do mercado de criptomoedas. Vale ressaltar que a liquidação dos contratos Chicago Mercantile Exchange é feita em forma de dinheiro, não de Bitcoins.

No caso dos contratos futuros de Bitcoin feitos BlackRock tinham data de vencimento em 26 de março de 2021. Entretanto, os contratos futuros de Bitcoin não representam o fato de ter a criptomoeda, mas sim se realizar especulações sobre o valor do ativo para o futuro.

Quanto maior a adesão do Bitcoin pelas instituições, maiores as chances do crescimento da demanda pelo ativo, e que por fim pode trazer influências diretas em seu preço.

O interesse da BlackRock em contratos futuros de Bitcoin

Na ocasião ocorrida no mês de janeiro de 2021, quando a BlackRock enviou os documentos SEC ela havia dito que: “Cada Fundo pode usar instrumentos denominados derivados, que são instrumentos financeiros que derivam o seu valor de um ou mais títulos, commodities, moedas (incluindo Bitcoin), taxas de juros, eventos de crédito ou índices.”

“O investimento de um fundo em futuros de Bitcoin pode envolver risco de iliquidez, pois futuros de Bitcoin não são constantemente negociados como outros futuros, dado que o mercado de futuros de Bitcoin é relativamente novo”, complementou a BlackRock.

Ambos documentos iguais foram entregues para a BlackRock Funds V e para a BlackRock Global Allocation Fund. Tanto para uma quanto para outra foi declarada a intenção de investir nos contratos futuros de Bitcoin.

A tendência é que a BlackRock negociasse contratos futuros de Bitcoin onde a liquidação pudesse ser feita em dinheiro e foi justamente isso que se seguiu, quando ela deu preferência na bolsa de Chicago.

A Bolsa de Chicago era a única naquele momento que conseguia fornecer esse tipo de produto de interesse da BlackRock e que apresentava essas características, sendo inclusive registrada na Commodity Futures Tradgin Commission (CFTC).

A Bolsa de Chicago é a líder mundial em negociações envolvendo o mercado de derivativos de Bitcoin. Nesse sentido, ela acaba atraindo a atenção de grandes instituições que estão interessadas no investimento em Bitcoin.

Mas não é de agora que a BlackRock já vinha cantando a bolsa em relação aos investimentos na criptomoeda. Nos últimos meses, o CEO da empresa, Larry Fink, disse que o Bitcoin tinha muito a evoluir no mercado. Além disso, se mostrou um entusiasta do criptoativo e que ele havia chamado sua atenção no mercado.

Veja também: Bancos americanos planejam oferecer investimento em Bitcoin aos seus clientes

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