Demian Mangiacomo

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Escrevo sobre finanças, desenvolvimento pessoal, inteligência emocional para investimentos e mudança de hábitos que atrapalham a sua prosperidade.

O que mais vemos na internet são pessoas patrocinadas por bancos, corretoras e casas de análises tentando te convencer a tirar o dinheiro da renda fixa e colocar em ativos de risco, para “melhorar” a sua rentabilidade. Argumentando que, a renda fixa “morreu”, com a Selic nos 2% ao ano.

O fato é que, existe patrimônio que pode ser colocado em risco e existe patrimônio que deve ser preservado com segurança. A segunda opção, não necessariamente precisa render absurdos em retorno de juros. E é isso que vou explicar em números aqui, abaixo.

O objetivo principal de colocar dinheiro na poupança, ou no CDB, ou no Tesouro, é acumular patrimônio para realizar algum projeto. Pode ser viver de renda, trocar de carro, comprar um imóvel, etc; 

O capital que colocamos em risco é que tem o objetivo principal da multiplicação. Você pode comprar ações, fundos imobiliários, criptomoedas, empreender, se tornar sócio de um comércio, entre tantas outras possibilidades! 

Quando sabemos a importância de distribuir nosso patrimônio em várias possibilidades, e focar mais no acúmulo do que no retorno imediato, as coisas passam a fazer muito mais sentido.

O objetivo da renda fixa é fazer com que seu dinheiro não perca o poder de compra. Que ele chegue corrigido no final do ano te proporcionando usufruir das mesmas coisas que você obteve no ano anterior. 

Isso dá certo sempre? Não dá certo, nem na renda fixa e nem na variável. No longo prazo, a chance de dar certo em todas as modalidades de investimentos são bem maiores.

Vejamos os exemplos a seguir:

Selic média em 2010 – 9,81%

Inflação média em 2010 – 5,91%

Selic média em 2015 – 12,75%

Inflação média em 2015 – 10,67%

Inflação esperada para 2020 – 1,63% 

Inflação esperada para 2021 – 3% 

Selic em 2020 – 2,25% (até o momento)

E juros futuros disparando, por causa do cenário político interno e dos riscos econômicos causados pela pandemia.

Chegamos à conclusão que realmente, o objetivo da renda fixa, é tentar garantir o poder de compra do seu dinheiro. 

Veja que, nos momentos em que a Selic garantiu mais retorno aos investidores, a inflação média foi alta, quase se aproximando do retorno obtido com os rendimentos. Isso nos mostra o fato do retorno em juros estar sempre muito próximo da inflação. 

Se hoje a renda fixa está rendendo menos, podemos sim admitir o momento, mas, podemos também garantir o estudo que essa curva de juros voltará a crescer! Vai ser amanhã? Semana que vem? Mês que vem? Ano que vem? Não sei, e acredite, quem diz saber, vai errar…

Aonde eu quero chegar?

Quem fica girando patrimônio, tirando de um lado para outro ao invés de focar em cada vez conseguir acumular mais dinheiro, vai fazer cagada, quase sempre. Vai entrar para a estatística gigante dos investidores que compram topo e vendem fundo. 

O ser humano é levado pela emoção, e no meio financeiro, a emoção não nos leva a nada. E não tem ninguém bonzinho no mercado. Ninguém vai ficar te dando dica para ficar rico sem querer te vender nada.

Mantenha seu patrimônio diversificado. Não se apegue a momentos de juros baixo ou alto, momentos de bolsa em alta ou em baixa. 

Quando comprar uma ação ou um fundo imobiliário, não se preocupe com a cotação, e sim com o valor que existe no ativo. E quando investir em renda fixa, não se preocupe se o retorno está baixo ou muito alto. 

Se preocupe em acumular patrimônio para poder, lá na frente, empreender e multiplicar seu capital. Ou viver de renda, junto com as ações, recebendo juros e participação nos resultados.

Bons Investimentos!

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