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A pandemia tem trazido muitas mudanças socioeconômicas, principalmente nas relações de trabalho. Em alguns setores do mercado, onde a mão de obra humana já vinha diminuído muita ao longo do tempo, o desenvolvimento tecnológico acabou tornando obsoletos muitos empregos.

Um estudo realizado em agosto, mostra que o desemprego é 4,2% maior em setores em nos quais a tecnologia já tinha uma chance maior de influenciar na demanda de mão de obra humana, isso quando estes setores são comparados com outros onde a tecnologia e a automação teoricamente teriam menor parcela nesse impacto. 

Ainda há um artigo recente escrito por economistas do MIT e da Universidade de Boston, em que se aponta que até 2025, até 2 milhões de trabalhadores podem ser substituídos por máquinas e robôs.

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Outro dado bastante impactante é que de cerca de 40 milhões de empregos perdidos no pico da pandemia nos EUA, economistas estimam que mais de 40% não voltarão mais.

As demissões em massa, aliados a obrigatoriedade no distanciamento social, quarentena e rigidez nos procedimentos sanitários para que os trabalhos pudessem ser executados, aumentou muito a necessidade das empresas de otimizarem seus processos de automação e robotização, além de uso de recursos tecnológicos.

Engana-se quem pensa que todas empresas voltarão a ser como eram após tudo isso passar.

Há uma grande possibilidade dessas mudanças ocorridas nesse período tornarem-se permanentemente um “novo normal” na sociedade, além de ser uma tendência de se concretizar e desenvolver ainda mais ao longo dos anos. 

A substituição da mão de obra humana por processos automáticos e robóticos tornaram-se bem mais visíveis e aceleradas após grandes recessões.

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Atualmente existe um grande incentivo de empresas para acelerar o processo de automatização e substituição de empregos por investimento em tecnologia. Afinal, seria uma preparação para futuras possíveis pandemias, problemas semelhantes, levando em conta que máquinas não ficam doentes, não precisam fazer distanciamento social ou medidas sanitárias semelhantes.

Quanto ao tamanho do impacto que esse processo de automação vai tomar, vai depender muito do tempo em que esse período de recessão se prolongar. Além disso, é preciso analisar até que ponto a pandemia poderia tornar realidade uma crise mais profunda.

É incerto saber todos os impactos que esse momento terá como um todo, afinal é um evento que não tem precedentes. Destaca-se o momento como o maior desafio vivido pelo mundo desde a Segunda Guerra Mundial.

O que pode-se estimar, é o quanto mais profunda uma crise nesse momento, maior quantidade de mudanças e impactos dessa tendência em novas empresas formadas e adaptação das que resistirão após isso.

A pandemia tem trazido uma explosão de diferentes usos da inteligência artificial, por exemplo. Enquanto essa ideia traz medo quanto ao menor número da geração de empregos, ela responde a uma demanda do mercado e da sociedade a momentos como esse, que é exatamente o quão eficiente e rápido conseguimos lidar com grandes problemas futuros.

Nesse contexto, a mão de obra no setor da medicina e farmacêutico, por exemplo, tem sido insuficiente perante a um grande problema de saúde como o que temos atualmente. 

Essa insuficiência pode ser preenchida desenvolvendo intensamente a parte de automatização e robótica na produção de medicamentos, desenvolvimento de vacinas, além de implementação das tecnologias nos atendimentos médicos, consultas e procedimentos.

É inevitável se afirmar que estamos caminhando para uma grande transformação nas relações trabalho e de mercado, que vão mudar totalmente o cotidiano da sociedade, as questões econômicas e a forma como vemos o mundo.

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