João Vitor

Escrito por

Author

Trabalha como consultor financeiro, é estudante de Engenharia Química pela Unesp e escreve sobre temas relacionados a economia, finanças e investimento.

Diversas declarações e acontecimentos tem marcado os noticiários ao longo desses dias que podem impactar as projeções futuras de crescimento da Petrobrás.

Na última quarta-feira, dia 23, a Petrobrás informou ao mercado financeiro que descobriu partículas de petróleo em novo poço do pré-sal. O poço, com profundidade de quase 2900 metros foi localizado no pré-sal da bacia de campos.

A Petrobrás informou que tem 30% da participação do bloco C-M-657, onde foram encontradas partículas de hidrocarbonetos, principal composição do petróleo. A notícia cria uma expectativa futura para o mercado e investidores das ações da PETR4, em relação a uma possível fonte de exploração de petróleo para o futuro.

A Petrobrás ainda está analisando as questões de potencial para explorar o local e tem parceria de com a ExxonMobil e Equinor, que juntos detêm os outros 70% da participação do bloco.

Leia também:

A demanda global de petróleo pode ter passado do pico, diz BP

Outra novidade, é que a Petrobrás vai adquirir mais de 540 km de dutos flexíveis, com o objetivo de aumentar sua exploração no pré-sal e desenvolver ainda mais sua infraestrutura, ao passo que há interesse no investimento voltado em contratações nesse sentido.

A Petrobrás para atingir esses objetivos, trabalhou numa licitação que tem 55% do conteúdo local, uma ferramenta da ANP (Agência Nacional de Petróleo, gás natural e biocombustíveis), que visa aumentar a participação da indústria brasileira em bases competitivas, e as licitações são medidas nesse caso em uma porcentagem do valor total que é direcionado ao setor de óleo e gás disponibilizado previamente.

Além disso, na própria bacia de Campos, temos outro dado importante que é o de investimentos no pós-sal. Há uma projeção de 22% de investimentos dos R$ 50 bilhões de orçamento previsto para 5 anos com pós-sal, concentrados em sua maioria nessa mesma bacia.

Mas as ações tomadas em busca de estímulo e desenvolvimento no mercado tomadas pela empresa não param por aí. Ainda ontem, dia 23 de setembro, o diretor de relações internacionais da Petrobrás, Roberto Ardenghy, anunciou um possível programa que pode ser confirmado em algumas semanas, ao qual tem como ideia principal o apoio e estímulos aos seus fornecedores, mantendo um canal de comunicação efetivo e propor novas oportunidades de negociação.

Roberto Ardenghy mostrou que a empresa está tendo muito interesse em fazer negócios e adquirir produtos e serviços dos fornecedores brasileiros para repor uma demanda necessária de manter a cadeia de fornecimento.

Além disso, foram anunciadas nos últimos dias, projeções a respeito da redução de gastos da Petrobrás ao longo dos anos com o total de capital voltado a exploração e produtos, tornando-a talvez mais rentável, como prevê o banco Credit Suisse.

A própria empresa transparece suas expectativas de redução, passando de uma faixa de US$ 40-50 bilhões entre 2021 e 2025 de investimento em E&P de uma estimativa anterior de mais de US$ 60 bilhões entre 2020 e 2024.

O banco BTG Pactual, através dos seus analistas, entendeu como positiva essa nova projeção e reavaliação do orçamento. Para eles, essa estimativa de redução no orçamento deve diminuir a diferença que havia no mesmo. O próprio BTG manteve sua projeção de crescimento de quase 5% até 2022. Vale ficar de olho para as próximas mudanças e expectativas da companhia.

As atitudes de reavaliação com fornecedores, corte de custos, revisão do orçamento e medidas mais assertivas e de investimento, tornam a Petrobrás, mais visível aos dos investidores e de possibilidade de aquecer o volume de negociações da PETR4, além disso, torna viável um impacto em seu crescimento dos próximos anos.

Write A Comment