Lucas Bassotto

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Economista, trader e especialista em conteúdo sobre economia, finanças e criptomoedas.

O mercado global de ações passa por mais um dia de queda nesta quarta-feira (24/jun), com o aumento de casos da COVID-19 nos EUA, alimentando preocupações de uma desaceleração econômica prolongada. 

Califórnia, Arizona, Texas, Flórida e outros estados viram recentemente grandes surtos de coronavírus, levando alguns a questionar se as reaberturas econômicas serão estendidas ou revertidas. Um número crescente de casos na Alemanha e na China sugere que a dor econômica também durará pelo resto do mundo.

Os investidores também se prepararam para um novo anúncio tarifário da Casa Branca. O governo Trump está cobrando impostos de US$ 3,1 bilhões em exportações para França, Espanha, Alemanha e Reino Unido, de acordo com um aviso do Gabinete do Representante Comercial dos EUA publicado terça-feira à noite. Tal ação poderia colocar nova pressão nas relações comerciais dos EUA e desencadear um novo conflito.

Ouro próximo da máxima histórica

Hoje, o Ibovespa opera em queda de 1,73%, cotado nos 94.310 pontos. Dólar subiu forte, tendo uma alta de 3,17% e retornando aos R$ 5,31. Você pode ver a relação no gráfico abaixo.

Dólar (Azul) vs Ibovespa (amarelo) – Gráfico de 1h

O cenário externo piorou e a recuperação econômica pode não ser tão rápida quanto o mercado estava apostando ainda no começo de junho, pois os casos estão retornando e novas medidas de restrição poderão ser tomadas novamente.

Na contramão do mercado, o Ouro vai chegando próximo ao seu valor máximo da história. Atualmente, ele está nos mesmos níveis de alta de 2012. As perspectivas de uma economia mundial passando por estagnação e inflação favorecem a narrativa do metal, que está cotado a US$ 1,764 por onça.

Cotação histórica do ouro

Em um cenário de inflação e taxas de juros negativas, o Ouro é um dos principais investimentos para conservação de valor. Estaríamos diante de um duradouro bull-market no Ouro?

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