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O preço global dos alimentos subiu pelo terceiro mês em agosto, impulsionado por cereais, óleos vegetais e açúcar, disse a agência das Nações Unidas para alimentação nesta quinta-feira (3/set).

O índice de preços da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que mede variações mensais em uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, atingiu uma média de 96,1 pontos mês passado, ante 94,3 em julho.

O indicador aumentou 1,9% ante o mês anterior, mas teve uma alta de 7% na comparação anual.

Em agosto, as cotações da carne bovina e de aves caíram, devido ao menor ritmo de compras de importação, apesar da redução no abate de animais e no processamento nas principais regiões produtoras. 

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Enquanto isso, as cotações de preço da carne bovina caíram devido à fraca demanda de importação em meio a um influxo de ofertas de carne de cordeiro da nova temporada na Oceania.

Em contraste, os preços da carne suína subiram após quatro meses de quedas consecutivas, com as importações da China subindo enquanto a oferta global se contraiu um pouco devido ao menor peso de abate, juntamente com fechamentos prolongados de fábricas em algumas regiões produtoras.

O aumento mês a mês mais recente refletiu as perspectivas de redução da produção devido às condições climáticas desfavoráveis na UE, bem como na Tailândia, o segundo maior exportador mundial de açúcar. 

A forte demanda de importação de açúcar pela China, impulsionada pelo aumento sustentado do consumo interno, deu suporte adicional aos preços. No entanto, as expectativas de uma safra abundante de açúcar na Índia contiveram a extensão do aumento de preço.

Índice do preço de alimentos da FAO

índice do preço dos alimentos
Fonte: FAO

A FAO, sediada em Roma, também disse em comunicado que a colheita global de cereais segue caminhando para um recorde anual em 2020.

A FAO revisou para baixo sua estimativa para a safra de cereais de 2020 em 25 milhões de toneladas, principalmente devido às expectativas de queda na produção de milho dos Estados Unidos.

Porém, apesar da redução, a agência ainda espera uma colheita recorde este ano, de cerca de 2,765 bilhões de toneladas, alta de 3% ante os níveis de 2019.

“Colheitas recordes de milho são esperadas na Argentina e no Brasil, enquanto a produção global de sorgo [cereal utilizado na alimentação animal] deve crescer em 6% em relação ao ano anterior. A produção mundial de arroz 2020 também deve atingir um novo recorde de 509 milhões de toneladas”, disse a FAO.

A previsão para o consumo de cereais em 2020/21 atingiu 2,746 bilhões de toneladas, uma alta de 2% em relação a 2019/20.

A estimativa para estoques de cereal globais no fim da temporada em 2021 é de 895,5 milhões de toneladas, uma queda de 33,4 milhões de toneladas desde julho.

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