Lucas Bassotto

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Economista, trader e especialista em conteúdo sobre economia, finanças e criptomoedas.

A evolução da pandemia do coronavírus levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a piorar a projeção da economia brasileira em 2020. Nossa economia encolheria -5,3% na projeção de abril, agora a projeção estima uma retração de -9,1%. Por outro lado, o FMI elevou a estimativa de crescimento de 2,9% para 3,6% em 2021.

No geral, os países latinos serão os que mais vão sofrer na crise da Covid, principalmente pela moeda, uma vez que o endividamento desses países vai aumentar, afastando investidores estrangeiros.

Por outro lado, o Brasil está com a menor taxa de juros da história, o que ajuda a aliviar os gastos com juros da dívida pública. Ainda assim, só cortar juros não será suficiente para evitar um colapso econômico. O governo deverá investir pesado em programas sociais futuramente.

Crescimento trimestral da economia brasileira. Brasil encolheu 3,1% no primeiro trimestre

Dois fatores relacionados diretamente com a doença foram determinantes para a expectativa de uma crise mais aguda no ano de 2020: um deles foi o abalo na economia doméstica provocado pela doença, que inclusive provocou efeitos graves na confiança de consumidores e de empresários.

Além disso, o ambiente da economia mundial piorou com a crise econômica gerada pela Covid-19, isso fez com que os investidores retirassem dinheiro de países emergentes como o Brasil, que agora representam maior risco para os investidores estrangeiros.

“Na América Latina, onde muitos países continuam lutando para conter infecções, as duas maiores economias, Brasil e México, têm estimativa de contração de 9,1% e 10,5%, respectivamente em 2020”, apontou o Fundo.

Como a crise global é profunda e demandou uma elevação substancial dos gastos de governos, que atingiu US$ 10,7 trilhões para atender as demandas de saúde pública e para evitar que a economia entrasse em depressão, ocorreu um aumento generalizado do endividamento dos países-membros do Fundo.

Nesse contexto, a dívida pública bruta deverá superar os 100% do PIB neste ano e no próximo. Ou seja, neste cenário, tudo o que o Brasil produziu em 1 ano seria destinado apenas para o pagamento de dívidas, aumento o risco do país.

Dívida-pib Brasil

Para 2020, deve atingir 102,3% do PIB, nível maior que os 98,2% projetados em abril. Em relação a 2021, haverá uma redução, mas atingirá 100,6% do Produto Interno Bruto, acima dos 98,2% da estimativa anterior.

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