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Energia elétrica já acumula uma alta de quase 25% em 2021, aponta IBGE

O preço da energia elétrica no Brasil já acumula uma alta de 24,7% em 2021, de acordo com dados que foram revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no início desta semana.

Um dos motivos para explicar o momento de altas da energia elétrica no Brasil, seria de que o país está passando pela sua maior crise hídrica ao longo dos últimos 90 anos, o que levou ao Governo Federal a criar uma nova bandeira de escassez hídrica.

O IBGE também divulgou os resultados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que considera a prévia da inflação no Brasil. A alta no mês de setembro voltou a ficar acima do esperado, sendo que a energia elétrica foi a maior responsável por esse avanço, subindo 3,91% no último mês.

Preço da energia elétrica integra o grupo de habitação

O preço da energia elétrica integra o grupo da habitação. Este o maior impacto na previsão individual que calcula o preço da habitação, com 0,19%, de acordo com o que foi repassado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para o cálculo do índice, o IBGE leva em conta a variação de preços nas capitais e regiões metropolitanas do Brasil, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre. Os dados foram coletados entre 15 de setembro e 13 de outubro.

A maior alta acumulada do ano está em Curitiba, com um aumento de 29,36%. Já a menor variação, aconteceu em Goiânia, com um aumento de 13,36%. No acumulado dos últimos meses, a energia elétrica já subiu 30% nas capitais, superando os preços da média nacional.

Bandeira de escassez hídrica seria a maior responsável pelo aumento do custo de energia

De acordo com o IBGE, alguns fatores podem explicar o aumento do preço da energia elétrica, como a criação da bandeira de escassez hídrica, que permanece em vigor no mês de outubro e já está em prática desde meados de setembro.

A medida para a sua empregação em setembro foi por conta de poder compensar os gastos com as termelétricas adicionadas com os baixos volumes apresentados nas usinas hidrelétricas.

Essa bandeira acrescenta R$ 14,20 na conta de luz, para cada 100 kWh que forem consumidos ao longo do mês. E ainda considerando o grupo de habitação, o gás de botijão também representou uma alta de 3,80% no mês de outubro, o que configura 1 ano e meio de aumentos consecutivos.

É possível o preço da energia elétrica baixar em 2022?

A resposta já é não. Na pior das hipóteses, o reajuste médio das tarifas de conta de luz será de 5%, de acordo com a PCR, que é uma das consultoras mais renomadas no setor elétrico.

Existem estudos que tentam avaliar a possibilidade de um reajuste negativo na tarifa de energia elétrica, avaliando que o preço da energia acaba sendo muito influenciado pela bandeira de escassez hídrica, o que significa que as termelétricas ficarão ligadas o tempo inteiro.

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