Cubanos adotam Bitcoin e outras criptmomoedas para se protegerem da crise

Cubanos adotam Bitcoin e outras criptmomoedas para se protegerem da crise

Cuba é um dos países mais fechados do mundo, tendo baixos salários, pouca relevância econômica e em tempos de pandemia, os cubanos estão amargando ainda mais a perda do poder de compra. Por conta de todos estes fatores, a adoção do Bitcoin e criptomoedas acontecem em 2021 na pequena ilha do pacífico.

Além do Bitcoin, USDT, Tron, Bitcoin Cash e Litecoin também estão sendo utilizadas para transações entre os cubanos. No país, o uso das criptomoedas não está sendo apenas como uma fonte de diversificar os investimentos, mas sim por sobrevivência.

População cubana saiu às ruas por direitos e liberdade econômica

No último 9 de julho, boa parte dos cidadãos cubanos saíram às ruas para protestar em busca de maior liberdade e para demonstrar a sua insatisfação econômica que os habitantes estão enfrentando na Ilha.

Cuba vive há décadas em um regime comunista, que impera causando uma extrema pobreza, fome e falta de desinformação. Mais recentemente a Internet dos cubanos foi desligada, dificultando as transações com criptomoedas.

O Bitcoin está sendo visto como uma salvação diante da atual situação do país e vários cubanos estão recebendo doações tanto em BTC como também de outras criptomoedas, vindas de várias partes do mundo.

Iniciativa está permitindo com que os cubanos recebam criptomoedas de forma fácil e sem burocracias

Os cubanos estão recebendo doações através de várias contas, como o QvaPay. As transações são baratas e feitas rapidamente aos cubanos que estão na Ilha. Até foram feitas transações com dinheiro fiduciário, porém as transações com criptomoedas representam os maiores valores.

Cuba é frequentemente relacionada à Venezuela, com uma escassez ainda maior do que o país mais pobre da América Latina. Outra familiaridade, é que a Venezuela também está utilizando das criptomoedas, porém neste país ainda mais pela hiperinflação que corroeu todo o poder de compra dos venezuelanos, deixando o salário mínimo em apenas R$ 15.

A Venezuela é um exemplo bem mais antigo de um país que boa parte da sua população está utilizando as criptomoedas, apenas não o aceitou oficialmente como El Salvador fez recentemente com o Bitcoin. Inclusive a moeda digital Reserve foi criada na Venezuela e já está em circulação.

Cubanos já enxergam o Bitcoin como um dinheiro melhor

Cada vez é mais notável como o Governo e os estados controlam as nossas vidas, principalmente no que se diz no aspecto econômico. Esse fator é ainda mais decisivo em Cuba e Venezuela, onde a desvalorização das moedas são ainda maiores e visíveis para a população.

Por conta de todos estes fatores, o mundo está enxergando que o Bitcoin é um dinheiro bem melhor do que as moedas fiduciárias e levantando um debate sobre a possibilidade do dólar não existir mais no futuro. Os Bancos Centrais já estão trabalhando sobre a possibilidade de criarem as suas próprias moedas digitais, inclusive o Brasil.

O Bitcoin não pode ser desvalorizado ou censurado. A maior parte das criptomoedas em vigor não podem ser controladas por Governos, facilitando a sua utilização de seus benefícios.

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