Conselho Monetário Nacional firma meta de inflação em 3% para 2024

Conselho Monetário Nacional firma meta de inflação em 3% para 2024

Com os episódios recentes em que o Presidente Jair Bolsonaro admitiu que o Brasil passa por uma crise de inflação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) através de reunião definiu em 3% a meta de inflação para 2024. A informação foi confirmada e divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (24).

Outro ponto que foi debatido e que ficou acordado foi a sua manutenção, um intervalo de tolerância com meta de até 1,5 ponto percentual, podendo variar para cima ou para baixo. As metas para 2022 e 2023 foram mantidas, em 3,5% e 3,25% respectivamente. A meta de inflação a ser atingida em 2021 é de 3,75%.  

Como funciona o sistema de meta de inflação do BC?

O sistema que fixa metas foi adotado pelo Banco Central em 1999. Porém, algumas alterações foram sendo feitas ao longo dos anos. Até 2016, a meta era definida com pelo menos dois anos de antecedência, porém desde 2017 passou por ajustes e agora toda meta de inflação é programada pelo menos três anos antes.

Esse índice é muito importante não apenas para o setor público, mas também para medir as incertezas do mercado e melhorar a capacidade de compra das famílias brasileiras, visto que estas são as que mais sentem os impactos da inflação monetária.

Toda vez que o limite de tolerância for ultrapassado, o Presidente do BC fica obrigado a escrever e relatar os últimos acontecimentos da economia ao Ministério da Economia, hoje a cargo de Paulo Guedes. Ressaltando que entre os 20 países do G-20, o Brasil só está atrás da Argentina em relação ao avanço da inflação nos últimos anos.

Outro ponto que é importante para medir a meta de inflação é o Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil registrou um PIB positivo no primeiro trimestre do ano, em 1,2%. O PIB agregado em 2021 já foi projetado pelo BC, com uma estimativa de crescimento de 4,6%. Sendo assim, podemos ter resultados mais positivos neste segundo trimestre do ano.

Setor agro vêm produzindo positivamente e diminuindo os efeitos da inflação recente

Em um evento recente, que aconteceu na última sexta-feira (18), o Presidente da República Jair Bolsonaro destacou o aumento da inflação no país. “Nós temos um problema de inflação? Temos. Mas se os agricultores não tiverem emprego, vamos ter falta e a situação vai piorar”.

Também na semana passada, tivemos a última reunião do COPOM, que aumentou em 0,75% a taxa básica de juros, Selic. A mudança acontece pela terceira vez no ano, sendo que começamos 2020 com uma inflação “teoricamente” mais baixa, não passando de 3% em determinado momento.

A meta de inflação indica também como pode ficar fixada a taxa Selic. Normalmente, a Selic é um pouco maior do que a meta de inflação, para que os títulos do Governo, como Tesouro Direto e outros investimentos em renda fixa tenham rendimentos. No presente momento,  a Selic foi fixada em 4,25%, acompanhando a inflação que é de quase 4%

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