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Banco suíço estima 775 mil casos de Covid-19 no Brasil em 10 dias

Os dados oficiais de contágio da Covid-19, pandemia provocada pelo novo coronavírus, estão subestimados. Isso é fato e autoridades não negam. Economistas do banco suíço UBS fizeram uma estimativa de que o país já teria atingido 370 mil casos reais até 13 de abril e esse número pode chegar a 775 mil até o fim do mês, considerando estimativas comparativas de históricos de outros países.

Conforme o levantamento da instituição financeira, com 33 mil casos registrados até sexta-feira, o Brasil estava no 11º lugar entre 42 países. Pelos cálculos dos economistas do UBS, quando o país chegar ao pico oficial de 65 mil no fim de abril, o número real terá alcançado 775 mil, incluindo os pacientes assintomáticos.

Para chegar a esses números, o UBS fez uma comparação com a base de dados do Centro de Estudos do Coronavírus da Universidade Johns Hopkins de 42 países que atingiram mais de mil casos confirmados até 31 de março. Desse total de nações, 33 registraram restrições de mobilidade.

Brasil achatando a curva

O estudo do UBS destaca ainda que o Brasil registrou 145 casos por milhão de pessoas, enquanto os Estados Unidos, possui 2.054 casos por milhão. Mesmo que o Brasil já tenha 370 mil casos, seria um número 50% menor do que nos Estados Unidos, o que mostra que o país saiu na frente em medidas de isolamento social.

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Casos acumulados no Brasil por estado. Fonte: Fiocruz

Contudo, o Brasil ainda testa pouco e fica em número de testes com 296 por milhão de pessoas enquanto os EUA realiza 10.333 testes por milhão e a Alemanha, 20.629. Já o número de mortes, de 9 por milhão de pessoas é menor do que o de 105, nos EUA, e de 49, na Alemanha.

Na avaliação do banco suíço, a prorrogação do distanciamento social em São Paulo para até de 10 de maio será fundamental para medir os impactos econômicos da pandemia e conter a doença (que ainda não tem uma vacina e já registra reincidência de contágio na Coreia do Sul).  

“Se o distanciamento social for mantido ou não além dessa data, será decisão-chave na mensuração dos custos econômicos da crise para o Brasil”, destaca o documento. Os dados oficiais atualizados indicam quase 40 mil casos confirmados, com cerca de 2,5 mil mortes por Covid-19.

Impactos econômicos

As medidas de lockdown e isolamento social provocam impacto direto sobre comércio e consumo. Por essa razão, as projeções do FMI mostram que o Brasil pode encolher até 5,3% em 2020. Toda a economia mundial deverá encolher em média 3%. O desemprego no Brasil deverá saltar 5%.

O governo brasileiro tem tomado medidas para evitar um colapso econômico, entre elas a liberação de um auxílio de R$ 600 para as pessoas que tiveram sua renda afetada pela epidemia. Políticas de aumento de gastos e liberação de crédito também serão feitas nos próximos meses.

Essa expectativa também foi refletida nas bolsas de valores, que costumam anteceder esses dados. O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, teve uma queda de 34% até o dia de hoje (20/04). No mundo inteiro as bolsas também tiveram quedas expressivas.

O dólar se valorizou 32% frente ao Real, o que mostra que os investidores estrangeiros e domésticos procuraram a moeda estrangeira como refúgio. De modo geral, todos estão buscando ter dinheiro em caixa, principalmente se for moeda forte. O número de pessoas dispostas a assumir riscos caiu.

Adaptado de: Correio Braziliense

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